Uorrem Bife

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Uorrem Bife, vulgo Uó, é o pseudônimo que utilizo na blogosfera de pequenos investidores da qual faço parte desde fevereiro de 2013.

Sou formado em engenharia e tenho atualmente 37 anos. Iniciei minhas incursões no mercado financeiro exatamente um mês antes do início da grande crise econômica moderna, lá pelos idos de maio de 2008. Naquela época, eu e meu pai, seduzidos pelas notícias vinculadas na mídia de que investir em ações era um infalível e grande negócio, transferimos “todas” nossas economias que até então repousavam serenamente na caderneta de poupança para os famigerados fundos de ações da Petro e Vale administrados pela Caixa Econômica Federal.

Meu pai até hoje tem as cotas daqueles fundos esperando que um dia irão se recuperar, mas eu resolvi liquidar tudo lá pelos idos de 2012. Antes desta liquidação, resolvi enfrentar o mercado à partir de meados de 2010 e comecei aportar dinheiro diretamente em ações, deixando as cotas dos fundos em banho maria. Realizava pequena compras mensais através do home-broker do meu banco comprando ações que eu ‘ouvia’ falar por aí.

Considero que estas compras foram meu segundo tombo na bolsa, pois escolhia empresas aleatórias para compra sem mesmo conhecer critérios de análise fundamentalista como margens, lucros, dívidas, ROE, etc. Uma vez que o capital continuava minguando mês a mês eu percebia que algo estava errado, as compras não poderiam continuar, naquela época eu tinha em carteira ativos como MMXM3, BTOW3, PDGR3, LUPA4 e outras tranqueiras. Foi então que, junto com a liquidação dos fundos Vale e Petro, resolvi liquidar todas as ações compradas nos dois anos anteriores, assumi o prejuízo e me preparei para uma nova vida no mercado financeiro.

À partir de meados de 2012 começo então estudar Análise Técnica comprando vários livros à respeito e vendo vídeos na internet de analistas renomados. Penso que encontrei a fórmula mágica e começo a realizar meus trades através de uma corretora com corretagens menores do que as cobradas pela corretora do meu banco. Aos poucos vou transferindo o dinheiro do banco para a corretora e realizando mais e mais trades.

No primeiro mês de trades o lucro foi de 5%, uau! Que legal, nos meses seguintes o resultado foi irregular mas fecho aquele segundo semestre de 2012 com um lucro de mais ou menos 10%. Nada mal para quem estava perdendo dinheiro há 4 anos. Mas foi uma doce ilusão porque se o mesmo dinheiro tivesse sido aplicado naquele ano em boas empresas e ficado quieto poderia ter rendido 10% ou mais, sem todo aquele estresse de gráficos e stops.

Então, no primeiro semestre de 2013, o mercado começa a desandar e os trades não mais funcionar, isto porque eu operava apenas na ponta compradora o que compromete muito o desempenho do trader em um cenário de baixa. Já cansado daquela vida resolvo parar com as operações e liquidar quase todos os trades em andamento o que coincidiu com a grande queda de 2013 em meados de junho (o terceiro tombo).

Como já vinha estudando Análise Fundamentalista há algum tempo, recomeço novamente a briga com o mercado em agosto de 2013. De lá para cá tenho executado o buy-ad-hold ativo, tema bem polêmico diga-se de passagem, mas que se encaixa perfeitamente no meu perfil de investimento. Lógico que continuei realizando alguns trades esporádicos em conjunto com o b&h porque não é fácil se desvencilhar de um hábito da noite para o dia, mas acredito que hoje em dia já me livrei deste vício por completo.

Atualmente , além das ações, invisto em FIIs e tesouro direto. Mas como o espaço aqui do blog é focado em ações então discutiremos apenas sobre este tema. Creio que temos muito a discutir sobre este fascinante mundo, onde só sobrevivem aqueles que se propõem a estudar balanços de empresas e cenários econômicos.

Portal do Uó

Sejam bem vindos!

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Uorrem Bife (Uó)

205 comentários sobre “Uorrem Bife

  1. Como calcular o preço justo de uma ação?

    Jogue esta frase no Google e encontrará diversas teorias e livros a respeito. Recentemente o colega AdP publicou um interessante artigo sobre este tema que vale a pena ser lido. Porém, não considero útil para mim fórmulas de precificação, métodos de valuation e outras teorias. Uso uma outra abordagem, bem mais simples, que será exemplificada neste post.

    Não é objetivo deste texto entrar novamente no já desgastado tema “preço importa / preço não importa”. Todos que me conhecem já sabem que tenho uma certa predileção por comprar empresas “baratas”, porem já levei tanto ferro com esta abordagem que revi meus conceitos e hoje procuro não mais ficar restringindo minhas compras tento em vista o preço da ação. Mas, de certa forma, ainda me apoio muito nos gráficos para executar a entrada um um determinado papel.

    Dito isto vamos ao meu “método” usando o exemplo pratico da Grazziotin (fiz meu primeiro aporte neste ativo na data de hoje).

    Primeiramente é fundamental realizar a escolha do ativo a ser encarteirado usando as regras básicas de bons fundamentos. Os lucros são crescentes? As dívidas estão controladas? O ROE é interessante? As margens sãos atrativas? O setor é promissor? bla bla bla

     

    Para os seguidores da abordagem “preço não importa” apenas os bons fundamentos são suficientes. Uma vez escolhido o ativo basta criar um plano de aportes periódicos e segui-lo com disciplina. Anualmente checar os fundamentos da empresa para perceber se o trem continua sobre os trilhos.

    E para os seguidores da abordagem “preço importa”? Vou apresentar aqui o meu método como sugestão para quem ainda não criou o seu. Abaixo apresento o gráfico do papel CGRA4. Ele está plotado no período mensal.


    O método é amparado pela análise do gráfico do papel em um período mais longo (semanal, mensal ou trimestral). O preço “justo” de compra será determinado por uma média móvel de período longo. No caso da minha compra de hoje a média exponencial de 73 período apoiou a decisão.

    Basicamente considero justo comprar um papel que sobe no tempo desde que o preço não esteja muito afastado das médias de longo período. É muuuuuito simples seguir esta abordagem, mas precisa-se ter paciência. Mas e se o preço nunca chegar na média desejada? Isto costuma acontecer com papéis bem posicionados, um exemplo e a WEGE3. Em casos como este você vai ficar esperando, esperando, esperando e nunca irá comprar. É um ponto negativo deste método, e nenhum método é perfeito. Mas se você quer realmente ter aquele papel esqueça o preço e compre, é a única forma de não ficar se torturando com a subida desposicionada.

    Ah, legal, você comprou o papel no preço justo e agora ele vai só subir, parabéns! Não se engane. A análise técnica diz que o preço só reverte uma tendência de baixa no momento em que o gráfico apresenta o pivot de alta. A média exponencial acima é um forte suporte? Com certeza sim, mas poderá ser furada facilmente, Notem que o papel apresenta uma fraqueza notória neste ano. Enquanto toda a bolsa sobe nas últimas semanas ele só cai. E o que eu devo fazer se o papel cair mais? Devo comprar mais? Fazer o famigerado preço médio para baixo?

    Amigo, não estamos aqui falando de trade e sim de aporte em uma empresa de bons fundamentos. E neste caso preço médio pode ser uma boa estratégia desde que realizada com critério. Tenho uma regrinha básica que me permite fazer um segundo aporte em um ativo, no mesmo mês, apenas se o mesmo cair mais de 20% desde a minha última compra. Portanto, se a CGRA4 chegar nos 11.XX ainda este mês provavelmente farei mais um comprinha. O preço alvo já está definido.

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  2. Renda, Crescimento e Desigualdade: Dilemas que Estão Longe de Serem Resolvidos

    De acordo com dados retirados de rankings da revista Forbes, existe um preocupante descompasso entre o ritmo de avanço da renda real das grandes riquezas no mundo (entre 6 e 7% ao ano em termos reais) e a renda dos trabalhadores (entre 1 e 2% ao ano).

    Resultados obtidos a partir de dados oficiais de instituições e relatórios de diversos países, demonstram a profundidade da desigualdade mundial. As 85 pessoas mais ricas do planeta possuem a mesma quantidade de recursos das 3,5 bilhões mais pobres. Ou seja, um pequeno grupo que não chega a 100 indivíduos possui uma riqueza equivalente à de metade da população mundial. Segundo a pesquisa, o 1% mais rico da população mundial detém US$ 110 trilhões, 46% de toda a riqueza do planeta.

    Na Europa os dados também são cruéis. As 10 pessoas mais ricas do continente possuem uma fortuna maior do que todos os planos de resgate e estímulos ao crescimento econômico aplicados pela União Europeia, entre 2008 e 2010. São €200 bilhões aplicados pela UE, contra €217 bilhões nas mãos dos 10 europeus mais ricos. A crise econômica mundial, aliás, representou um belo impulso à acumulação desenfreada de riquezas. Segundo estudos, o 1% mais rico da população dos Estados Unidos abocanhou 95% de todo o crescimento econômico do país entre 2009 e 2011.

    O Capital no Século XXI

    Desde os tempos do britânico John Maynard Keynes, um dos maiores pensadores econômicos do século XX, o trabalho de um economista não despertava debates tão acirrados quanto O Capital no Século XXI, do francês Thomas Piketty. O livro traz um apanhado histórico da evolução da riqueza e da desigualdade nas sociedades capitalistas e propõe remédios para os males que enxerga — como a adoção de um imposto progressivo de até 80% sobre o patrimônio dos mais ricos.

    Os índices de medição do crescimento econômico de um país são considerados, pela maioria dos economistas, como o melhor sinal de progresso, quando positivos, ou de alarme, quando negativos, nesse caso impondo-se ao Poder Público implementar sem demora políticas tendentes a defender e garantir um percentual capaz de refletir a retomada da sua subida indefinidamente.

    Thomas Piketty não concorda com isso. Com a vantagem de se distanciar das influências ideológicas sempre presentes em torno desse assunto, disputando espaço para fazer passar os seus posicionamentos como científicos, ele demonstra como esse crescimento concentra riqueza e não diminui a desigualdade social.

    Para Piketty: A lei do “crescimento acumulado” é de natureza idêntica à lei chamada de “retornos acumulados”, segundo a qual uma taxa de retorno anual de alguns pontos percentuais, acumulada ao longo de várias décadas, conduz automaticamente a uma expansão muito forte do capital inicial – contanto que os retornos sejam sempre reinvestidos ou ao menos que a parte consumida pelo detentor do capital não seja grande demais em comparação com a taxa de crescimento do país. A tese central desse livro é precisamente que uma diferença que parece pequena entre a taxa de retorno (ou remuneração) do capital e a taxa de crescimento pode produzir, no longo prazo, efeitos muito potentes e desestabilizadores para a estrutura e a dinâmica da desigualdade numa sociedade. Tudo decorre, de certa maneira, da lei do crescimento e do retorno acumulado e, portanto, é aconselhável que nos familiarizemos com essas noções.

    Simbolizando com a letra “r” a taxa de rendimento privado do capital e com a letra “g” a do crescimento da renda e da produção, conclui: “ A desigualdade r > g faz com que os patrimônios originados no passado se recapitalizem mais rápido do que a progressão da produção e dos salários. Essa desigualdade exprime uma contradição lógica fundamental. O empresário tende inevitavelmente a se transformar em rentista e a dominar cada vez mais aqueles que só possuem sua força de trabalho. Uma vez constituído, o capital se reproduz sozinho, mais rápido do que cresce a produção. O passado devora o futuro.

    A Tríade dos Múltiplos Dilemas

    Em recente artigo publicado no O Globo a Mais de 19/02/2015, a economista Monica Baumgarten de Bolle discorre sobre a pergunta mais relevante da atualidade, recorrente entre os economistas, mas com destaque renovado depois da publicação de “O Capital no Século XXI” de Thomas Piketty é: qual a relação entre salários, produtividade e desigualdade? Como a evolução dessa tríade ao longo do tempo, para países diversos, pode elucidar as dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento?Destaco abaixo os principais trechos do artigo da economista que pode ser lido na íntegra neste endereço.

    (…) a desigualdade de renda e riqueza no mundo aumentou muito nos últimos trinta anos. (…) A estagnação salarial que sobreveio da crise de 2008, a ausência de ganhos reais significativos ao longo dos últimos sete anos, contribuiu para acentuar a crescente divergência entre os mais ricos e os mais pobres, tornando-a mais evidente. Conforme muitos têm destacado ao analisar os dados para a economia americana, observa-se algo surpreendente: os salários não apenas estão parados, como não têm acompanhado a produtividade ascendente da economia ao longo das últimas décadas. Ou seja, enquanto a produtividade sobe, o trabalhador americano está deixando de desfrutar dos ganhos de renda que deveriam resultar do aumento da eficiência produtiva. (…) Nos EUA, a lucratividade das empresas se traduziu em maior renda para os acionistas e para os altos executivos, mas não para os empregados”.

    O dilema americano, além de ressuscitar a complexa questão das relações entre desigualdade e crescimento econômico, tem gerado debate aguerrido sobre o que fazer para combater a crescente disparidade da renda. (…) Entre diversos economistas, prevalece a noção de que, nos EUA, a quebra da relação entre salários e produtividade explica o aumento da desigualdade. Quando os trabalhadores são crescentemente excluídos dos ganhos de eficiência, embolsados por acionistas e executivos, isso piora a distribuição de renda, levando à contemplação de medidas como a adoção de um tributo sobre os ganhos de capital.

    No Brasil, ocorre o oposto do que se observa nos EUA: há pelo menos uma década, os salários crescem acima da produtividade. Nesse mesmo período, a desigualdade caiu substancialmente. Nos últimos anos, entretanto, há evidências de que a desigualdade parou de cair ou, ao menos, começou a se estabilizar em patamar ainda demasiado alto. (…) Como observa estudo recente do FMI, às vezes a desigualdade é obstáculo ao crescimento econômico simplesmente porque motiva a adoção de determinadas políticas redistributivas que têm efeito perverso sobre a atividade. Exemplo disso são políticas que estimulam o descolamento entre salários e produtividade: rendimentos que crescem acima do valor que o trabalhador é capaz de gerar acabam por onerar excessivamente as empresas, que poderão repassar esse aumento de custos para os preços, alimentando a inflação, demitir trabalhadores ou deixar de investir. A inflação corrói a renda dos mais pobres; o desemprego e a queda do investimento reduzem o crescimento; sem crescimento, não há diminuição contínua da desigualdade.

    Eis, portanto, um dos desafios da tríade salários-produtividade-desigualdade: quando os salários se descolam da produtividade, seja para cima, como no Brasil, seja para baixo, como nos EUA, a desigualdade pode aumentar. Se a desigualdade aumentar, parte crescente da renda produzida haverá de ser embolsada pelos mais ricos, em detrimento da classe média e dos mais pobres – a desigualdade é processo que se retroalimenta, a não ser que seja impedida por políticas redistributivas. Mas certas políticas redistributivas podem emperrar o crescimento, sobretudo quando combinadas com má gestão da política macroeconômica. Isso é o que parece ter ocorrido, em parte, no Brasil.

    Como sair do torvelinho nefasto em que políticas redistributivas emperram o crescimento e a falta de crescimento impede que a desigualdade continue a cair de forma sustentada? Pergunta básica, resposta difícil. (…) Relatório recente da OCDE sobre a desigualdade diz que, para reduzi-la, é preciso que a população tenha acesso à educação de qualidade – não basta ter crianças e adolescentes nas escolas, é preciso que aprendam a ler, que desenvolvam o gosto pela leitura, que tenham intimidade com números e com operações matemáticas. É preciso, também, que desfrutem de rede de apoio, sobretudo quando o nível educacional dos pais e parentes for insuficiente para mantê-los engajados no aprendizado. É preciso que tenham acesso aos serviços públicos básicos, como saúde e saneamento. O relatório da OCDE afirma que a redução sistemática da desigualdade só é possível se essas condições estiverem presentes e beneficiem os 40% mais pobres, ou seja, tanto as pessoas de baixa renda, quanto a classe média mais vulnerável.

    O problema é que o Brasil pouco avançou nessas áreas nos últimos quinze anos. A má gestão da economia, hoje, nos obriga a adotar políticas de ajuste que haverão de adiar a redução contínua da desigualdade, postergando a ampliação do processo de inclusão social. O adiamento inevitável já suscita críticas daqueles que, em vez de perceberem os erros do passado recente, preferem chamar de fracasso a correção de rumos que acaba de se iniciar.

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  3. Investidores,

    Este é o rascunho da enquete “Melhores Investimentos em Ações, FIIs e Renda Fixa para os Próximos 4 Anos”. Após realizar o questionamento nos blogs dos colegas, fiz a coleta dos dados e a contagem de cada ativo.

    Quem não respondeu e ainda quiser participar da pesquisa basta colocar aqui o seu comentário. Se tiver algum erro de digitação por favor me infirmem. Após o feriado irei fechar a enquete com os comentários deste post e postar aqui o resultado final.

    Parciais

    Na categoria “Melhores Ações” não tivemos surpresas nas primeira posições. Cielo, Ambev, Ultrapar e os dois bancões (Itaú e Bradesco) reinam absoluto. A surpresa foi a Cemig ainda aparecer nas primeiras posições, mesmo em meio a uma crise energética e a incertezas quanto ao governo Pimentel aqui em Minas.

    Na categoria “Melhores FIIs” os campeões foram KNRI, AGCX, RNGO, HGRE e BRCR. A maioria são FIIs de tijolo.

    Na categoria “Melhor Renda Fixa” o Tesouro Direto ganhou em disparada.

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  4. Uó, para mim não é hora de comprar Petrobras independente do preço.

    Isso do ponto do vista de um acionista que tem o objetivo de ser sócio. Acho que misturar trade com sócio na mesma ação pode não dar certo , pois seus objetivos são totalmente diferentes.

    Não faço trade pois não tenho qualificação para isso, então falo apenas do ponto de vista do sócio. Comprar um empresa só porque está cada vez mais barato (vide OGX) não tem nada pior. Se a empresa tem piorado seus fundamentos que se iniciou em 2011 e com mais intensidade a partir de 2012 , a cotação seguiu a queda do lucro a partir desse período. O que está saindo na mídia agora é apenas uma ponta do iceberg, pois o problema já vinha desde 2011 e apenas agora a coisa ficou escancarada pelas noticias .

    Se alguém quiser fazer trade , nada de errado, mas ficar torcendo para cair mais para comprar mais para ser sócio é bobagem. No curto prazo tudo pode acontecer, mas no longo prazo a petro só vai recuperar o seu valor se ela mostrar fundamentos sólidos nessa direção, o que atualmente está totalmente fora de cogitação.

    O acionista majoritário é a união federal, então é o governo que manda e sempre vai ser assim. Quem é acionista da petro deve aceitar esse risco .

    Até 2010 a petro pelos dados fundamentalista era um conto de fadas, infelizmente essa história mudou.

    Veremos os próximos capítulos, enquanto isso quero ficar longe .

    Abs

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  5. Comprar Petrobras?
    A pergunta do momento de todos investidores que desejam dinheiro fácil na bolsa é: “está na hora de comprar Petrobras”?

    Tenho duas respostas para esta pergunta: “sim e não”.

    Do ponto de vista fundamentalista é NÃO, com letras maiúsculas, nem preciso dizer porque. Mas e do ponto de vista gráfico? E do ponto de vista do “valuachion”? Está ou não está barata? Está abaixo do preço justo? Vale a pena uma aposta? Opa, é casino?

    Para tentar responder estas perguntas vamos analisar o gráfico mensal da PETR4:

    Notem que do último topo ao último fundo o papel caiu 67%. Ações geralmente só caem um percentual desta magnitude em épocas de crise. A última queda da Petro nestes níveis foi na crise de 2008 quando ela caiu 69% de topo a fundo. O analista técnico mais afoito irá pensar assim: “bom, se no passado ela caiu 68% e em seguida ela subiu 155% então eu compro agora e vendo lá pelos 100%”. Ah… se análise técnica fosse tão simples assim, muitos ainda pensam que ela pode prever o futuro.

    Para expandir um pouco mais a análise vamos analisar o gráfico do petróleo:

    Vejam amigos que estamos em plena crise do petróleo (crise de super oferta). Movimento assim só foi percebido na crise de 2008 no passado recente. Mas naquela época o mundo estava em pânico e o contexto atual é diferente. Os EUA estão inundando o mercado com petróleo de folhelho, uma rocha sedimentar que é explorada por meio de técnicas conhecidas como fratura hidráulica e perfuração horizontal.

    A revolução do folhelho foi possível graças a um sistema regulatório que permite um investimento rápido e a uma legislação que dá ao dono da terra (e não ao governo) os direitos de mineração, a produção nas formações de folhelho foi acelerada e hoje envolve 6 mil companhias diferentes disputando e aquecendo um mercado abastecido por 4 milhões de poços nos EUA.

    Neste cenário, a produção norte-americana de petróleo cresceu 60% desde 2008 e, até 2016, o país pode se tornar o maior produtor do mundo, ultrapassando a Arábia Saudita. Há tanto petróleo no mercado dos EUA que o país se tornou autossuficiente e, em junho, pela primeira vez em quatro décadas, o governo autorizou exportações de petróleo cru.

    Outros países como Rússia e Iraque também estão apresentando picos de produção e a demanda comprimida pela lentidão das economias de China, Japão e países europeus agravam o problema.

    Voltando aos gráficos, fica fácil perceber que as cotações da Petro só começaram a reagir após a crise de 2008 quando o preço do petróleo começou subir, o que ocorreu lá pelos idos de março de 2009. Foi uma subida vigorosa (não tão vertiginosa quanto a queda), que teve ápice em meados de 2011. Depois disto o preço do petróleo se manteve relativamente estável até meados do ano passado quando o mundo começou precificar a super oferta.

    Então pergunto aos queridos amigos: “está a hora de comprar Petrobras”? Do ponto de vista do gráfico do petróleo a resposta é NÃO, com letras maiúsculas novamente. Entrar agora é jogar cara ou coroa, ou seja, 50% de chance de dar certo e 50% de chance de dar errado. Se você tem capital de risco disponível então entre com metade acreditando no “valuachion”, mas se não tem então esqueça, é melhor comprar ABEV3 porque ainda não temos super oferta de cerveja.

    Coloquei no gráfico do petróleo uma linha amarela para o leitor comparar o preço atual com o preço no movimento de queda da crise de 2008. Fazendo um paralelo com o gráfico da Petro, se a mesma estivesse seguindo na real este preço, o valor atual dela estaria na casa dos 15. Então, em uma análise simplista, o seu preço justo seria algo em torno disto. Porém, desde 2010 a Petro está descolada do preço do petróleo e isto e facilmente percebido quando se confronta os dois gráficos. Com certeza este deslocamento é a imagem fiel do represamento de preços praticado pelo governo nos últimos anos. Então agora o investidor de Petro terá que enfrentar dois pesos pesados: o Brasil (na figura do governo e dos propineiros) e o mundo inundado de óleo. Quem ganha esta briga?

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    • e tem o fim do inverno que deve reduzir o consumo e elevar ainda mais a oferta; para o barril a tendência é mais clara: vai continuar caindo e provavelmente chegue ao valor previsto dos $ 35
      a questão da empresa é lastreada na credibilidade (perdeu) e no elevado endividamento em função do pré-sal; pelos últimos fatos relevantes o pré-sal fica pra segundo plano, a empresa voltou-se pra poços mais rasos e ações que melhorem o desempenho com baixo investimento.
      agora a ação em bolsa é altamente especulativa, ela pode ir a 5 ou 15 em função da vontade do mercado; olhando cotações ajustadas, voltamos 10 anos no tempo, só que com a realidade atual onde o petróleo neste momento tem oferta mais do que suficiente

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      • Tetzner,

        fim do inverno afeta consumo/preco de gas e nao de petroleo. Sao commodities quase que “independentes” em boa parte do mundo. Sem contar que cai o consumo de gas e sobe, significativamente, o consumo de energia eletrica que em muitos lugares ainda eh derivada do oleo (outras gas). A questao eh complexa.

        Nao acredito nessa mudanca repentina do pre-sal pra pocos mais rasos. Isso nao acontece da noite pro dia. Muita coisa precisa ser explicada na estrategia da Petrobras…

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      • sim Paulo o efeito é indireto, mas quem disseminou isso foi a OPEP
        “A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não vai interferir no preço do petróleo mesmo que atinja US$ 40 o barril e esperará ao menos três meses antes de considerar uma reunião de emergência do órgão, declarou nesta segunda-feira (15/12) o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al-Mazrouei, à Bloomberg. Após quase cinco anos de estabilidade, o preço do petróleo caiu mais de 40%, quando foi de US$ 115 por barril a um preço abaixo de US$ 70 em seis meses.

        No fim de novembro, a Opep, que controla quase 40% do mercado mundial, se reuniu em Viena para tentar chegar a um acordo a respeito das restrições de produção, mas a crise não foi resolvida e o petróleo continuou a cair. Em meio a um cenário de incertezas, países exportadores da commodity – como Rússia, Nigéria, Irã e Venezuela – foram duramente atingidos. Mas por que o preço do petróleo permanece em queda?
        Wikicommons


        Sede da Opep em Viena (capital da Áustria): órgão produziu quantidade superior de petróleo do que mercado internacional esperava

        Em geral, o preço do petróleo é parcialmente determinado pelas leis da oferta e da demanda, e – por outro lado – pela expectativa e especulação. No entanto, a demanda por energia também acaba sendo alterada a partir de fatores como atividade econômica, questões sazonais (necessidade de ar condicionado no verão e aquecimento no inverno), turbulências geopolíticas e, claro, decisões tomadas pelos membros da Opep – que produziu muito mais do que o mercado internacional esperava em 2014.”

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    • Uo,

      muito bom este estudo. Mostra varios pontos importantes e bem claros.

      Primeiro deles, mesmo com todas as crises, a tendencia de longo prazo tem sido de forte valorizacao.

      Desde 2004 ja subiu +-500%. Acho q derruba tambem o mito das grandes valorizacoes do imoveis de forma isolada. Quem surfou nas acoes (bem escolhidas), provavelmente conseguiu retornos ainda mais atraentes.

      Agora, a questao da dolarizacao tambem traz outros pontos bem interessantes que mostram que a evoluacao recente do Ibovespa tem sido freada pela desvalorizacao do real.

      Tetzner,

      chama o Baroni pra vir dar uma olhadinha aqui… hehehe

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  6. A Mão que Balança o Berço

    Publicada em 1651, “Leviatã” é a obra mais conhecida de Thomas Hobbes. Neste livro, fala-se da estrutura da sociedade e do governo legítimo, sendo considerado um dos exemplos mais antigos e mais importantes da teoria do contrato social. Hobbes defende o governo de um soberano absoluto. Para o autor, o caos ou a guerra civil – Bellum omnium contra omnes (guerra de todos contra todos) – só poderiam ser evitados por um governo central e absoluto. O Estado seria uma espécie de monstro – o Leviatã – que concentraria todo o poder em torno de si ordenando todas as decisões da sociedade.

    Já não é novidade que o ânimo otimista do mercado diante da subida da oposição nas pesquisas eleitorais ocorre por causa do descontentamento dos investidores com as recentes intervenções do governo em diversos setores da economia. Para aprofundar um pouco mais neste tema, sugiro a leitura do livro Capitalismo de Laços, de autoria do professor Sérgio Lazzarini. Nesta obra, o autor revela a influência do setor público na economia nacional, inclusive nas empresas que foram privatizadas na década de 90 e deveriam estar a salvo do jugo governamental.

    Sérgio Lazzarini é especialista nas interconexões – reveladas e veladas – que existem entre as empresas e o Estado brasileiro. É PhD em Administração pela John M. Olin School of Business (Washington University), Mestre em Administração pela FEA e professor titular de Organização e Estratégia e diretor de Pesquisa e Pós-Graduação do Insper.

    A Mão Invisível do Estado

    O Brasil passou a maior parte de sua história moderna perseguindo uma modernização conduzida pelo Estado. O diagnóstico era periclitante: uma pesquisa no começo da década de 1980 mostrou que o país tinha mais de 500 Estatais. Neste contexto, o país lançou um esforço de privatização nos anos 1990 para lidar com a hiperinflação, déficits orçamentários, ineficiência da máquina estatal, dentre outros sintomas.

    Mas nos últimos anos o governo PT moveu-se em uma nova direção: despejou recursos em um punhado de campeãs estatais. Também criou um novo modelo de política industrial: substituiu a propriedade governamental direta pela indireta por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e sua subsidiária de investimentos (BNDESPar). Desta forma, o governo trocou o controle majoritário por minoritário ao adquirir ações de uma ampla gama de diferentes empresas. Sergio Lazzarini e Aldo Musacchio, da Harvard Business School, batizaram o modelo de “Leviatã como Acionista Minoritário”.

    Mas essa astuta versão de capitalismo de Estado está excedendo suas possibilidades. Temos verificado nos últimos anos um surto de intervencionismo insensato. Nos próximos capítulos, Lazzarini nos fornece mais detalhes sobre este cenário.

    Leviatãs

    Não é de se causar espanto o fato de que o intervencionismo estatal está aumentando no Brasil. Segundo Lazzarini, há um retomo ao que se chama “Leviatã majoritário”. Foi esse o modelo que preponderou durante a ditadura militar. Naquele tempo, o governo era o dono de várias empresas, estatais, que dominavam uma fatia muito grande da economia. Com as privatizações na década de 90, passou-se ao estágio do “Leviatã minoritário”. O governo continuou presente nas empresas, mas com um poder menor. Isso aconteceu principalmente por meio dos fundos de pensão e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que viraram grandes acionistas.

    No segundo mandato do presidente Lula, a tendência de encolhimento do Estado foi revertida. O BNDES passou a conceder financiamentos a juros atrativos para realizar fusões entre grandes empresas. A ideia básica era sacrificar a competição no mercado nacional, que ficou fortemente concentrado, forjar “campeões nacionais” e lançar produtos no exterior, o que raramente aconteceu. Com Dilma Rousseff, a intromissão estatal se acentuou. Ela decidiu-se pela intervenção direta na Petrobras para conter o aumento no preço da gasolina. No elétrico, pressionou as empresas a reduzir o valor das contas de luz, o que reforçou o papel da Eletrobrás, estatal.

    Segundo ele, Dilma está levando o Brasil novamente em direção ao Leviatã majoritário. Diz ainda que, em termos de princípios econômicos, Dilma não é muito diferente dos militares.

    A Crise de 2008 e a Crise do Império X

    Lazzarini pontua que durante a crise de 2008 o Brasil não foi muito atingido, principalmente, porque a China continuou crescendo e importando nosso minério de ferro e produtos agrícolas. Contrariando a tese de que o socorro estatal, principalmente através de créditos do BNDES, foi o que salvou a economia da crise.

    Não houve problema no primeiro momento porque o dinheiro público estava retornando aos cofres públicos na forma de dividendos das estatais e do próprio BNDES. Agora, o mundo todo desacelerou. O capital que foi emprestado pelo governo a muitos empresários não será produtivo e haverá problemas para recuperar os investimentos.

    Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a participação do BNDES nos negócios de Eike Batista desde a eclosão da crise do grupo EBX, mantida sob sigilo pelo tribunal, indica “fortes indícios de operação antieconômica e de potencial perda patrimonial” para o banco. O braço de participações societárias do banco público (BNDESPar) investiu R$ 993,9 milhões em ações de cinco empresas ligadas ao empresário. O relatório cita dois períodos: dezembro de 2007 e julho de 2012. Em julho deste ano, quando a análise do TCU começou a ser feita, o valor de mercado dessas ações era de R$ 551,8 milhões.

    O resultado da auditoria revela também o perfil das garantias financeiras exigidas pelo BNDES na concessão de empréstimos ao grupo EBX. Segundo o relatório técnico, 10% das garantias referentes ao empréstimo total contratado de R$ 6,235 bilhões (em 14 contratos) tratam-se de modelos de aval não-bancários, como pessoais, corporativos e hipotecários. Em pelo menos dois contratos, o próprio “Sr. Eike Fuhrken Batista” figura como garantidor de financiamentos, sendo o último desses contratos feito com a OSX, de R$ 1,344 bilhão, assinado em 14 de junho do ano passado. A OSX está em recuperação judicial desde o dia 25.

    Troca de Favores

    Para Lazzarini os empresários dizem que sempre apoiam um político por segurança. Querem ter certeza de que, quando vier uma mudança nas regras do jogo, eles, pelo menos, terão para quem ligar. Ou seja, eles sentem que estão sempre sujeitos a sofrer os efeitos de algum tipo de intervenção. As grandes empresas apoiam mais de um partido durante a campanha eleitoral para garantir que, seja qual for o resultado das urnas, elas sempre tenham interlocução em Brasília.

    Através de pesquisas foi comprovado que as empresas que mais doaram a políticos vencedores de eleições são as que mais receberam recursos públicos depois da posse do eleito. Em 2011, em um estudo realizado por Lazzarini em colaboração com pesquisadores de Harvard, da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade do Vale do Itajaí, foi demonstrada a existência de uma relação direta entre o apoio a um candidato bem-sucedido e a obtenção de recompensas mais tarde. A pesquisa mostrou que, em média, uma grande empresa recebe 28 milhões de dólares, em empréstimos ou outras formas de apoio, do BNDES, para cada depurado, governador, senador eleito com seu apoio.

    O Estado Onipresente

    As privatizações dos anos 90 não encolheram substancialmente o Estado brasileiro. A gordura foi reduzida, mas o governo não perdeu músculos. Durante aquele processo, os grupos de oposição impediram que fosse feita uma privatização verdadeira.

    Com raras exceções, como a Inglaterra de Thatcher, as privatizações não tiraram o Estado da economia de mercado. Na Europa, na América Latina e na Ásia, as estatais estão entre as companhias mais comercializadas nas bolsas. Entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), os governos participam do capital de 30% a 50% do valor total das empresas no mercado. Nos Estados Unidos, esse índice é próximo de zero. Na Inglaterra, é de 3,7%. No Chile, mais perto da gente, é de 1.3%.

    No Brasil, o próprio presidente Fernando Henrique, que comandou as maiores privatizações, admitiu que não teria sido possível passá-las totalmente para a gestão privada. Para viabilizar o processo, FHC admitiu nas empresas privatizadas a participação dos fundos de pensão, que investem na aposentadoria dos funcionários públicos, e do BNDES.

    Como o governo se manteve firme nas antigas estatais e está presente em inúmeras empresas privadas que dependem do BNDES, é tolo achar que os empresários no Brasil possam tocar seu negócio sem um olho na política. Na atual situação, é mais crucial para eles fazer a ronda por Brasília do que, propriamente, cuidar da estratégia corporativa.

    Uma Ex-estatal na Mão do Governo

    Lazzarini ilustra a conversa com o caso da Vale: Mais de uma década após a privatização, em 2009, a mineradora ainda estava submetida aos desejos do governo. O então presidente Lula decidiu que a Vale deveria investir em siderurgia no Brasil. Do ponto de vista econômico, não fazia o menor sentido por havia uma enorme capacidade ociosa nesse setor. Lula também pressionou para a Vale comprar navios feitos no Brasil a um preço muito maior do que o do mercado internacional.

    O então presidente da Vale, Roger Agnelli, em benefício da saúde da empresa, resistiu à pressão e foi demitido. Sem um controlador privado majoritário, a Vale, mesmo privatizada, continua refém dos fundos estatais de pensão e do BNDES, que, por sua vez, obedecem ao presidente de República. O Brasil criou esses monstrengos híbridos que são a cara do nosso capitalismo de laços.

    Imagem Arranhada

    Nos últimos anos, o aumento expressivo na quantidade de empréstimos do banco tem sido alvo de críticas. Entre 2000 e 2012, o volume de desembolso avançou mais de 600%, com o BNDES assumindo papel cada vez mais central na expansão de multinacionais brasileiras e no apoio à política industrial do governo.

    Para o economista Mansueto Almeida, a falta de clareza dos critérios utilizados pelo banco ao escolher quem receberá crédito arranha a imagem da instituição: O banco público deve focar seus recursos em projetos de elevado retorno social, e não individual. Se o projeto é muito bom, mas traz benefício só para a empresa, o empréstimo deve vir de banco privado.

    Pesquisa elaborada pela Fundação Getulio Vargas em 2013 apontava que o banco tinha perdido 38% do patrimônio líquido com quedas na bolsa e na política de distribuição de dividendos. Para o economista Gabriel Leal de Barros, autor do estudo, não faz sentido o banco pagar dividendos ao acionista controlador, o governo, se o Tesouro continua liberando empréstimos para o BNDES manter sua política de crédito. É como se o dinheiro circulasse para voltar às mesmas mãos.

    Fontes

    Insper – A Volta do Estado Leviatã
    Blog do Tarso – A Mão Visível do Capitalismo de Estado
    O Globo – Reportagem
    ZH Economia- Reportagem

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  7. E aí galera!

    Abaixo segue o meu radar de ações atualizado. Temos algumas novidades para este mês: foram eliminados os ativos BBAS3 e EZTC3, no lugar entraram PCAR4 e WSON33. Pensei muito para realizar a eliminação de BBAS3, confesso que gostaria de continuar comprando em função dos bons dividendos, mas já que ITUB3 entrou na lista então achei por bem ficar apenas com um bancão. EZTC3 foi eliminada por motivos óbvios, continua sendo uma excelente empresa mas não quero ficar muito exposto no setor de construção neste momento, já basta ETER3 que foi mantida em função dos dividendos. PCAR4 entrou também por motivos óbvios (ótima gestão da empresa e setor com proteção natural à inflação).

    A maior aposta será WSON33, esta foi escolhida como forma de “comer pelas beiradas” no setor de petróleo. A dúvida que permanece é em relação ao setor de educação, quero iniciar cobertura neste setor mas ainda tenho dúvida em qual empresa investir, por hora a ANIM3 está no radar. Digamos que a lista geral de ativos está 95% diversificada, notamos apenas uma sobreposição de posição acionária em ITUB3/PSSA3 e uma sopreposição setorial em MDIA3/BRFS3. A organização da tabela se deu pelo percentual faltante em relação ao preço desejado, que é apenas uma referência de acompanhamento, nada mais do que isto.

    Em seguida temos o radar de FIIs, as únicas novidades são as entradas de BRCR11 e KNRI11, que inclusive já tiveram aportes neste mês. A organização abaixo se dá pelo yield dos últimos 12 meses, não que esta seja a ordem preferencial de compra (já foi no passado), é uma organização meramente didática.

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    • Olá Uó, refiz a minha carteira e agora tenho uma carteira de 16 ativos. Vendi todos os outros e reforcei a posição nesses ativos conforme o percentual objetivo.
      São eles:

      1 EZTC3 7
      2 GRND3 7
      3 CTIP3 7
      4 ABEV3 7
      5 MDIA3 7
      6 CIEL3 7

      7 PSSA3 6
      8 SNSL3 6
      9 GETI3 6
      10 SEER3 6
      11 CGRA3 6
      12 ECOR3 6
      13 TAEE11 6
      14 ITUB3 6
      15 WEG3 5
      16 VALE3 5

      O numero a frente é o percentual objetivo.

      Por aquele calculo que havia comentado, correlacionando o P/L com a tx de crescimento medio do lucro liquido historico da empresa, quase todos que estão na lista estão bons para compra a preço de mercado, exceto MDIA, CIEL e WEG.
      MDIA está quase. com LPA de 4,84 e um preço hipotetico de 91,96 daria um P/L equivalente a tx de crescimento historico do lucro acrescido do DY,
      CIEL já da uma cotação hipotetica bem abaixo do mercado de 30,56 e a WEG tb de 17,76.

      E ver para crer se o mercado chegar a esse numero na CIEL e na WEG, pois estariam sobreavaliados pela regrinha de bolso do Lynch.

      Abçs

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      • Olá Sox, só evoluindo a carteira hein?! Algumas considerações bem pessoais:

        EZTC3: pulei fora do setor, a empresa continua boa, mas não vou pagar para ver.
        SNSL3: fiquei namorando esta empresa por um tempo, mas não quero fazer muitas apostas, vou ficar com o prevísivel mesmo: TOTS3.
        GETI3: nunca estudei esta empresa, mas meu xodó é a CEMIG, mas sou suspeito pra falar, sou mineiro UAI! rs
        SEER3: Ainda vou fazer um estudo apurado de todas as empresas do setor, está no meu radar a ANIM3, mas isto é aposta, se for olhar a previsibilidade ficaria com ESTC3, ainda estou na dúvida.
        CGRA3: muitos colegas gostam desta empresa, até já namorei, mas de consumo cíclico já basta a GRND3. Opinião pessoal: não tem muitas empresas cíclicas em carteira, ainda mais no Brasil atual, deixe a carteira mais robusta, acho que vale à pena uma não cíclica aí, estude a UGPA.
        ECOR3: quais os diferenciais em relação à CCR?
        TAEE11: penso que apenas uma elétrica é suficiente na carteira. Comprando CEMIG você tá comprando TAESA de tabela, rs, não tô fazendo propaganda viu?!
        VALE5: sim, só que não, rs

        O restante para mim está OK.

        Sugestões de estudo:

        LEVE3
        UGPA3
        PCAR4
        ETER3
        RENT3
        TOTS3
        BRFS3

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      • Uó, estou consolidando ainda os meus criterios para escolha dos meus ativos definitivos. Tentei colocar um pouco de governança, distribuição setorial, e o principal que é ter o aumento do lucro liquido medio anual historico +DY maior que o P/L.

        Veja como ficou a distribuição por setor e a comparação do aumento medio do lucro liquido (M) + DY comparado com o P/L atual

        26%FINANCEIRO E OUTROS
        M+DY P/L (01/08/14)
        7% CTIP3 36 21
        7% CIEL3 16 21
        6% PSSA3 46 6
        6% ITUB3 16 14

        19%CONSUMO CICLICO
        7% GRND3 21 9
        6% SEER3 68 23
        6% CGRA3 18 7

        14%CONSUMO NÃO CICLICO
        7% ABEV3 19 18
        7% MDIA3 19 19

        13%CONSTRUÇÃO E TRANSPORTE
        7% EZTC3 30 6
        6% ECOR3 34 13

        12%UTILIDADE PUBLICA
        6% TAEE11 31 16
        6% GETI3 25 5

        6%TECNOLOGIA INFORMAÇÃO
        6% SNSL3 54 10

        5%BENS INDUSTRIAIS
        5% WEGE3 16 24

        5%MATERIAIS BASICOS
        5% VALE3 P P

        Tentei selecionar empresas que apresentam M+DY maior ou igual ao P/L, a ABEV até pouco tempo atras tinha um P/L maior que o M+DY, com com essa queda recente , reverteu o quadro.
        Não sei se isso acontecerá tb com a CIEL e a WEG que são os unicos que apresentam um P/L maior que o M+DY.

        O diferencial do ECOR3 para o CCRO é exatamente o crescimento do lucro liquido +DY ser maior que o PL.
        A CCRO apresenta um M+DY = 20 e um P/L atual de 23. E a ECOR3 34 e P/L de 13. A margem liquida são equivalentes , o ROE é melhor da CCRO e ela tb é mais endividada que a ECOR.

        Troquei a TOTS pela SNSL pelo mesmo motivo, a TOTS apresenta um PL maior que o M+DY.

        A PCAR4 tem esse lance de não ter tag along, dai eu resolvi ficar só com aquelas que tem governança.

        Vendi a RENT porque estava tentando distribuir melhor a carteira e a setor ciclico e o que estava com maior percentual.

        Não sei se vc leva em conta essa conta do P/L com o aumento do lucro liquido, mas depois que li o livro do Lynch isso me deixou mais seguro para escolher os ativos e não ter a sensação de estar comprando caro(ou não ter ideia se está caro ou barato) e depois ver as cotações cairem para o seu valor real.

        Abçs

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  8. Olá Uó, tudo bem?

    Estou quebrando a cabeça agora para compactar a minha carteira , pois inicialmente estava preocupado em ter empresas boas na carteira, mas percebi que a % em cada empresa seria muito baixa. Então iniciei o caminho inverso me desfazendo algumas das empresas.

    Agora ela se encontra da seguinte maneira:

    1.KROT3 8% (percentual objetivo)
    2.LINX3 8%
    3.SEER3 8%
    4.PSSA3 8%
    5.CTIP3 8%

    6.EZTC3 7%
    7.TOTS3 7%

    8.UGPA3 6%
    9.MDIA3 6%
    10.ABEV3 6%

    11.TAEE11 4%
    12.GRND3 4%
    13.CIEL3 4%
    14.CGRA3 4%
    15.ITUB3 4%
    16.JHSF3 4%
    17.VALE3 4%

    30% financeiro
    24%consumo ciclico
    12% consumo não ciclico
    15% tecnologia informação
    11%construção
    4%utilidade publica
    4%material basico

    A minha intenção com a carteira é ter empresas de crescimento, por isso a exposição objetivo é maior naquelas que apresentaram o maior crescimento no lucro liquido medio anual nos ultimos 3, 5 e 10 anos. Sei que a rentabilidade passada não diz a respeito do futuro, mas foi a forma que achei para dividir a exposição da carteira no criterio crescimento. O que vc acha? Alguma sugestão para melhorar ?

    Outra coisa, a diversificação setorial está bem falha, pois temos maior exposição no setor financeiro 30% e consumo não ciclico + ciclico de 36%. Vc acha isso um problema, ou devemos focar nas empresas e não na divisão setorial?
    Se olhar a diversificação por segmento achei que ficou bem distribuido.

    Tenho um monte de empresa que está em carteira, mas preciso me desfazer para ter a exposição acima: WEGE3, TBLE3, RENT3, ODPV3,LREN3, GETI3, ESTC3, CCRO3, ALUP11. Todas considero boas, mas a minha carteira ficaria muito pulverizada. Vou vendendo aos poucos para ficar abaixo dos 20k ao mes, para isenção do IR. Esse mes já me desfiz do CGAS3, PCAR4 e SCAR3 e já quase atingiu o limite da isenção do IR.

    Uó, se vc puder comentar algo a respeito da minha carteira, agradeceria, pois como vc sabe sou iniciante e tenho muito que aprender ainda.

    Abçs

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    • Olá Sox, vc está no mesmo caso que eu, muotos ativos em carteira mas com intenção de diminuir a pulverização.
      Bom, no meu caso, eu continuarei com todos os ativos que eu tenho (quase 40), mas daqui para frente comprarei apenas 16 (no meu blog tem a lista).
      Daqueles que eu tenho poderei vender em momentos pontuais, algum cenário que se desenhar, mas tenho por filosofia nunca desfazer uma posição por completo, fico pelo menos com o lucro da ‘operação’ na forma de ações.
      Depois veja se vale a pena vc realmente vender, tem que ver os custos e o preço médio.

      Sobre sua lista de ativos:

      1.KROT3 8% – Cresceu muito nos últimos anos, futuro não sei
      2.LINX3 8% – Nunca analisei, mas até hoje não vi ninguem falar mal
      3.SEER3 8% – É uma aposta, temos que ver com ficará a política incentivo de educação no proximo governo
      4.PSSA3 8% – Tá na minha lista
      5.CTIP3 8% – Tá na minha lista

      6.EZTC3 7% – Tá na minha lista, mas o futuro da construção é incerto, ficar atento
      7.TOTS3 7% – Tá na minha lista

      8.UGPA3 6% – Tá na minha lista
      9.MDIA3 6% – Tá na minha lista
      10.ABEV3 6% – Tá na minha lista

      11.TAEE11 4% – Tirei da minha lista, agora só compro CEMIG
      12.GRND3 4% – Tá na minha lista
      13.CIEL3 4% – Tá na minha lista
      14.CGRA3 4% – Estava na minha lista, mas vou comprar só UGPA mesmo
      15.ITUB3 4% – Tá na minha lista
      16.JHSF3 4% – Não conheço, mas nunca vi niguem falar bem
      17.VALE3 4% – Tem gente que fala estar barata, sei lá, até andei comprando, mas não vou comprar mais não

      Desculpe este scomentários subjetivos e superficiais, ando sem tempo, mas acompanhe meu blog que de vez em quando faço análises mais profundas.

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      • Valeu pelos seus comentarios Uó!

        Sabe, fiquei pensando mil coisas sobre como descobrir a melhor exposição objetivo para cada ativo. Fiquei pensando em cruzar dados de filtros como P/L e P/VP com crescimento do lucro liquido e a partir dai ver se aqueles que tiveram os maiores crescimento do lucro estariam mais “caros” atraves desses filtros fundamentalistas.

        Nesse sentido vemos a KROT3 com P/L de 39 e P/VP de 8,46. Ou seja, teve um crescimento do lucro absurdo mas a cotação tb cresceu na mesma magnitude. Como investidor amador fico sem resposta em saber se a expectativa de lucro futuro condiz com esses numeros tão esticados. E assim vai para cada ativo da minha carteira.

        Li muitos comentarios a respeito e percebi que existem 2 correntes distintas. Uma que fala para não ver esses filtros pois não servem para nada e focar apenas no crescimento do lucro da empresa, e outra que diz que devemos analisar o fluxo de caixa descontado para ver o valor real da empresa e sabermos se está caro ou não e analisar esses filtros fundamentalistas. Vi por exemplo que respeitado Soulsulfer é defensor dessa ultima linha de pensamento.

        Para mim, um simples investidor amador, fica mais facil analisar apenas o crescimento do lucro , sem se importar se está caro ou não, pois não tenho a capacidade de saber se um P/L e P/VP esticado condiz com a expectativa futura do lucro da empresa.

        Gostaria da sua opinião e dos demais amigos do blog.

        Abçs

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      • cwhitesox, acho que:

        – metricas funcionam bem para trade. nao da para ficar controlando P/L, P/VP com aportes mensais. Simplesmente impossivel no LP.

        – Fluxo de caixa descontado é complicadissimo! como vc vai descobrir quanto uma empresa vai faturar no proximo ano? alias, como vc pode extrapolar isso por 5 a 10 anos?

        Para mim, segue msm como foi dito: controle de divida, ROE, margem e lucros. se isso estiver bem, a empresa segue tranquila.

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      • Uorrem desde aquela conversa que tivemos qdo apresentem minha carteira “foi a primeira para o Ricardong”, o que mudou na sua visão em relação a CEMIG e TAEE?
        Parabéns pelos comentarios.

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      • D.Y, minha visão para ambas não mudou muito. CEMIG continua sendo a melhor elétrica na minha opinião. Andei comprando muita TAESA, mas depois parei pois temo que no futuro os dividendos diminuam por questões que já foram apresentadas neste espaço. É a famosa empresa de passado mais que perfeito mas futuro incerto. No enxugamento da minha carteira não tinha mais espaço para duas elétricas, antes eu aportava em 4 (CMIG3, TAEE11, TBLE3 e ALUP11), mas resolvi cortar 3 e sobrou a CEMIG.

        Na minha opinião se o cara quiser uma carteira bem concentrada em elétricas estas 4 aí são as melhores. Se for escolher duas ficaria com CEMIG e ALUPAR

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      • Uó, já expliquei a historia da TAEE, assim vc deixa o Aspira magoado 😦

        ALUP to contigo! Acho q tem muito a entregar.

        CMIG me preocupa pelo risco governamental acentuado. É um saco ficar nessa dependência…

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      • Continuo com GETI E CMIG, estudei ALUP naquela epoca mas nao me empolguei, ela e mas uma aposta , como eu sou um investidor extremamente passivo nao gosto de correr risco.
        Em vez de apostas prefiro a realidade e CMIG se encaixa bem nisso.
        Sua carteira esta cada vez mas parecida com a minha, hehehe
        Abraços
        Abraços

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      • Eu faço todas essas contas e sempre tem alguém que diz que está certo, errado etc. Continuo fazendo, mas nem sei muito bem a razão…rs

        Antes das contas, porém, vejo o negócio ( banco, supermercado etc); em seguida analiso a participação da empresa no mercado (ITUB, VALE etc).

        Após olho os lucros trimestre a trimestre para verificar a ocorrência de prejuízo, depois a dívida e a política de dividendos.

        Vou então para o preço. Aqui comparo minhas contas com o preço indicado pelas corretoras e na sequência compro.

        Agora o principal: o meu dinheiro alocado em ações não tem data de validade. Então, no final das contas, o importante é saber se a empresa está lucrando e distribuindo parte do lucro aos acionistas, pouco importando se caro ou barato.

        Talvez, esteja comprando algo caro, mas só saberei em 30 anos ou nunca saberei. No mais, o dinheiro investido não é uma grande fortuna, mas continuo fazendo contas…rs

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  9. Escalação da Seleção Brasileira: Ações

    Bem amigos da Rede Bobo!

    Sai Paulinho para entrar Fernandinho? Pode isto Arnaldo? Sim Gavião, a regra é clara. Foi, foi, foi dele… Corta pra mim Percival.

    Bom pessoal, brincadeiras à parte, estamos aí em plena copa do mundo (da Fifa como eles mesmo dizem pois ‘nossa’ tenho certeza que não é) mas o assunto aqui não será futebol e sim carteira de ações.

    No esquema tático mostrado na figura abaixo apresento minha escalação de jogadores para o mundial. O time entrará em campo no esquema 4-4-2, ou seja, bem defensivo para enfrentar o maior adversário atual: PT Futebol Clube. A ordem é jogar retrancado e aproveitar as oportunidades de contra-ataque que o governo possa permitir pois sabemos que há muitos pernas de pau lá, para não falar caras de pau, rs

    As posições em campo são as seguintes:

    Gol: CMIG3

    Zagueiro 1: BBAS3
    Zagueiro 2: CIEL3

    Lateral 1: ABEV3
    Lateral 2: GRND3

    Volante 1: RENT3
    Volante 2: TOTS3

    Meia 1: MDIA3
    Meia 2: PSSA3

    Atacante 1: CTIP3
    Atacante 2: UGPA3

    E no banco:

    LEVE3 (Zaga)
    CCRO3 (Lateral)
    ITUB3 (Volante)
    BRFS3 (Meia)
    EZTC3 (Ataque)

    Sabemos que será um jogo duro mas com paciência e disciplina as chances de vitória serão grandes.

    Bom fim de semana a todos!

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  10. DIMED – 1T2014
    Tenho andado sumido da blogosfera nestes últimos dias em função do nascimento do Uorrem Bife II mas em compensação tenho visitado muitas farmácias nos últimos dias. rs. Impressionante como os cuidados com um filho recém-nascido e uma mãe recém parida exige tantas idas e vindas a farmácias. Durante todo o período de tratamento para engravidar, bem como todo o período de gravidez, as visitas às farmácias se tornaram frequentes mas nos últimos dias se itensificaram.

    Antes de comprar qualquer remédio sempre procuro visitar pelo menos 3 farmácias para pesquisar o menor preço, e encontra-se diferenças bem significativas. A não ser quando o remédio é de extrema urgência e neste caso vou direto a uma farmácia em específico, seja a mais perto ou aquela que apresentou menor preço na última compra.

    Aqui no meu bairro geralmente compramos nas drogarias Pacheco, Araújo, Drogra Raia e Pag Menos. Esta última tem feito jus ao nome e apresentado os melhores preços.

    Agora vem a seguinte questão: seria interessante investir em algum grupo do setor de farmácias já que remédios e produtos afins são itens obrigatórios na vida de qualquer cidadão?

    Muito se fala das margens baixas deste setor, e isto é real, mas por outro lado trata-se de um setor não cíclico, o que poderia tornar a carteira de investimentos mais robusta, porém com menos potencial de crescimento.

    No passado estudei dois grupos: Drogra Raia (Raia Drogasil) e PanVel (Dimed), acabei optando por investir no segundo face os melhores múltiplos. Até postei aqui minha última compra que desde então já se valorizou 32%.

    Ocorreu que com o enxugamento da carteira os aportes neste grupo não mais serão executados, Porém não pretendo vender as cotas atuais pois preço médio está muito bom. Mesmo assim resolvi avaliar os números do grupo e postar aqui para possíveis interessados. Irei apenas colocar as tabelas e gráficos para os próprios colegas investidores tirarem suas conclusões.

    De qualquer forma, mesmo com a eliminação da Dimed da lista de ativos monitorados, estarei investido no setor de farmácias através da aquisição de ações do grupo Ultrapar que é controlador do grupo Extra-Farma.

    Desempenho da Dimed

    Alacancagem da Dimed

    Abaixo transcrevo um interessante artigo (um pouco antigo mas esclarecedor sobre a política atual do grupo) à respeito do grupo Dimed retirado do portal Valor Econômico:

    A Dimed, empresa gaúcha que atua no setor farmacêutico, foi fundada há 38 anos e há 35 tem ações negociadas na bolsa. Apesar de listadas, as ações da empresa possuem liquidez mínima – ainda assim os papéis estão no radar dos investidores.

    A Investidor Profissional (IP), gestora de recursos carioca, é sócia da empresa há 10 anos. Ano passado, a BR Pharma, rede de farmácias comandada pelo BTG Pactual, tentou comprá-la. E propostas de aquisição já chegaram também do exterior, conta o presidente Julio R. Mottin Neto.

    “Um grupo estrangeiro fez uma oferta, mas ela não foi condizente com a perspectiva que enxergamos para a companhia no futuro. Acreditamos muito no negócio”, afirma o executivo.

    O alinhamento estratégico entre os acionistas mais antigos – três famílias que comandam a empresa e a IP – foi selado em janeiro, com a assinatura de um acordo de acionistas. Pelos termos, em um prazo de cinco anos, se algum dos quatro grupos de acionistas decidir vender ações terá de contar com a aprovação dos outros três, que têm preferência para a compra dos papéis. A única exceção está no caso de a IP ter de atender a solicitações de resgate de seus cotistas. Quando a gestora iniciou o investimento em Dimed, a ação ON valia cerca de R$ 5 e a PN, R$ 4. Atualmente, ajustados por dividendos, os papéis estão valendo R$ 139 e R$ 100, respectivamente.

    A Dimed reúne 290 farmácias (a rede Panvel, que é líder no sul do país), além da distribuidora de medicamentos (que leva o nome Dimed) e de laboratório que apoia a operação de marcas próprias (Lifar). Atua no Rio Grande do Sul, onde é líder de mercado, Santa Catarina e Paraná.

    Ano passado, a receita líquida da Dimed cresceu 13% em relação a 2010 e somou R$ 1,34 bilhão. O lucro líquido teve alta de 22% para R$ 37,4 milhões.

    O negócio da empresa mistura drogarias com a produção própria de itens de higiene e beleza. Foi a primeira rede de farmácias do país a comercializar marca própria em suas lojas, em 1989. Desde 2007, esses produtos são vendidos também pela internet – filão que a empresa também pretende explorar com as suas linhas de produtos de beleza a preços baixos.

    A empresa quer focar ainda seu crescimento orgânico no varejo por localidades da região Sul, sem grandes preocupações em transformar-se em um ator nacional. Crescer via aquisições está praticamente descartado.

    “O setor de farmácias ainda tem muita informalidade. Há redes com passivos tributários e trabalhistas, que não justificam os preços pedidos pelos donos”, afirma Mottin Neto.

    Por ser uma companhia aberta e com balanços auditados, a Dimed acaba atraindo a atenção dos concorrentes. “Nesse segmento informal, já temos a casa de pé, por essa razão somos também muito cortejados”, diz.

    Uma oferta de ações e a adesão ao Novo Mercado, principal nível de governança da bolsa, também já foram oferecidos à empresa pelos bancos de investimento. Mottin Neto acredita que isso pode acontecer, mas ainda não é hora. “Daqui a dois ou três anos, talvez.”

    A razão para a empresa dispensar alternativas de financiamento para crescer também nacionalmente está na crença de que o processo de consolidação do setor de farmácias no Brasil ainda levará alguns anos.

    “Não vejo necessidade imediata de captar. Temos recursos próprios e vamos continuar crescendo assim. O nosso foco é a manutenção da qualidade de nossas lojas”, diz o executivo. Ele destaca que, enquanto nos Estados Unidos as cinco maiores redes concentram 80% do mercado. No Brasil, as cinco maiores têm 20%.

    A opção pelo crescimento cuidadoso nas lojas Panvel vem de uma percepção dos executivos de que a classe C que ascende no consumo brasileiro não quer apenas comprar mais, mas também usufruir de bons serviços.

    “O nosso foco na qualidade do atendimento, na escolha dos pontos para as lojas e na logística vem da observação que, no varejo, quem cresceu demais e não manteve o cuidado em serviço teve problemas e está fazendo o caminho inverso”, afirma. Ele cita como exemplo os supermercados hipermercados, que estão agora querendo focar em lojas de menor porte. A intenção da empresa é aprimorar a sua rede farmácias, que hoje representa 70% de suas receitas.

    “O atacado mantém as taxas, enquanto o varejo tem mais possibilidades de crescimento. Além disso, nessa operação em farmácias o pagamento é à vista e não a crédito, como no atacado, em que há risco maior”, diz.

    O empecilho para a expansão tem sido a dificuldade de encontrar bons pontos para abrir as lojas. Mottin Neto conta que antes as farmácias vendiam basicamente medicamentos e produtos de higiene. Agora, aumentaram a oferta para itens de perfumaria e cosméticos. “Cada vez mais atendemos ao mercado de beleza. Esse novo mix obriga as farmácias a ter área física maior”, explica.

    A exigência da empresa em buscar pontos que considere como excelentes para seu negócio tem sido uma crítica dos analistas à capacidade atual de expansão. O questionamento é se a empresa não deveria abrir mão um pouco de suas exigências para ampliar suas receitas mais rapidamente.

    Na avaliação da Dimed, o cuidado na escolha dos pontos explica-se pelo fato de que uma farmácia pode demorar em média dois ou três anos para dar retorno ao investimento. Como o tempo de maturação é demorado, se o ponto escolhido for ruim, poderá pesar para os negócios.

    “Tamanho grande não significa necessariamente boa rentabilidade”, afirma Mottin Neto, reforçando que enxerga boas perspectivas para crescer regionalmente. Por enquanto, tem fechado parcerias para abrir farmácias em redes de supermercado e postos de combustíveis.

    Os passos inicias da consolidação, ele explica, ao contrário de serem fonte de preocupação têm favorecido os negócios. A BR Pharma adquiriu no sul a Mais Econômica, principal concorrente da Panvel.

    “Para nosso negócio, a aquisição foi muito boa. A concorrência agora tem de estar no mercado formal com nós e estamos e já estamos recuperando margens em algumas localidades do interior”, diz. Na mesma avaliação, ele acredita que a profissionalização do segmento levará as pequenas a desaparecer, abrindo espaço no mercado.

    Por Ana Paula Ragazzi
    Fonte: Valor Econômico 29/05/2012

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