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Fórum para o debate sobre operações com Opções: Venda Coberta, Descoberta, Travas, …

28 comentários sobre “Opções

  1. Comprei PETRC18 a 0,16 e vencimento para 03/2017. Aproveitando que a Petrobrás está com um bom suporte na região entre 14,80 e 15,00. Os 0,16 estão bem próximos a esse suporte.

    Tenho a expectativa de que assim que a Petro resolver essas pendências da venda dos imóveis, que o papel dispare podendo sair dos 15,00 e chegar próximo aos 18,00 ou ultrapassar. Se acontecer até antes do vencimento da opção, vai dar um retorno muito bom. Se não acontecer, a perda vai ser mínima, podendo ser recuperável mais tarde. Vale a pena o risco.

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    • Essa foi a cotação de ontem. Por aí podemos ver a valorização de uma opção próximo ao valor da ação. Quanto mais próximo ou superior o valor da ação do preço de exercício da opção, mas a mesma se valoriza, até o vencimento. Venceu vira pó. Mas atenção, opção tem risco. Se a ação cair, a opção se desvaloriza e você perde o valor investido. Se a ação valorizar, a opção também valoriza.

      USIML40, Preço de exercício: 4,00, abriu em 0,44 e fechou em 0,64, valorização 45,45%
      USIML45, Preço de Exercício: 4,50, abriu em 0,17 e fechou em 0,34, valorização 41,67%.
      ==> USIM5 fechou em 4,53, ACIMA das duas opções.

      PETRL43, Preço de Exercício: 18,00, abriu em 0,28 e fechou em 0,31, valorização 0,00%.
      ==> PETR4 fechou em 15,85. Ainda está longe dos 18,00 para ter uma valorização forte.

      INTERESSANTE: VALEL26, Preço de Exercício: 26,12, abriu em 1,14 e fechou em 1,26, valorização de 12,50%.
      ==>VALE5 fechou em 25,19. Ainda não chegou no preço de exercício, mas a valorização já começou.

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  2. Iniciando operações com opções.
    (Etapa: aprendizado prático)

    Venda coberta (realizada em 3/11) da call BBASL20 (strike em 19,54)
    Prêmio recebido: 0,45
    Dias corridos até o vencimento: 44
    Lucro líquido imediato (sobre PM): 2,02%
    Ações BBAS compradas em 26/8/2015 por 17,70
    Retorno líquido total na hipótese de exercício: 11,88%

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    • Venda coberta (realizada hoje) da call ITUBL33 (strike em 29,81)
      Prêmio recebido: 0,72
      Dias corridos até o vencimento: 39
      Lucro líquido imediato (sobre PM): 2,07%
      Ações ITUB4 compradas hoje por 28,35
      Retorno líquido total na hipótese de exercício: 6,2%

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  3. Iniciei um estudo em vídeo sobre opções, Jerico e vou pesquisar mais textos sobre o tema. Confesso que estou ficando doido com tantos detalhes. kkkkkk Vou ter que ir com calma pra aprender. Por enquanto não estou operando, só adquirindo conhecimento.

    A página está ficando legal, Jerico. Continue postando. Em breve postarei perguntas sobre o assunto.

    Abraços.

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  4. DEFINIÇÃO DE OPÇÕES

    O que é o preço de exercício (strike) em um contrato de opção?

    O preço de exercício, também conhecido pelo termo em língua inglesa strike, é o preço do ativo-objeto do contrato de opção: valor pago no ato do exercício da opção para aquisição do ativo-objeto previsto em contrato.
    O preço de exercício está descrito no código de negociação dos contratos de opção no Mercado Bovespa e no Mercado BM&F. No Mercado Bovespa, o strike é representado pelos dois últimos algarismos do código de negociação. Vale ressaltar que o código Bovespa não indica eventuais ajustes do preço de exercício em caso de juros, dividendos, subscrições, grupamentos, bonificações, fracionamentos, reorganizações e demais proventos em dinheiro sobre a ação-objeto ou o seu emissor.

    Assim, o número descrito no código Bovespa da opção pode, eventualmente, representar o valor aproximado do real valor do preço de exercício (strike) da opção. No Mercado BM&F, o strike é representado pelos seis últimos algarismos do código de negociação. Desta sequência de seis algarismos, os dois últimos representam a casa dos centavos do custo de exercício do contrato de opção.

    Preço de Exercício (Strike) no Mercado Bovespa

    No Mercado Bovespa, o preço de exercício (strike) é valor pelo qual a ação-objeto será negociada no ato de exercício de um contrato de opção.
    Exemplo: PETRI34 (opção de compra de ação da Petrobras com vencimento em Setembro e preço de exercício de R$ 34,00), VALEO48 (opção de venda de ação da Vale com vencimento em Março e preço de exercício de R$ 48,00), BBDCF26 (opção de compra de ação do Bradesco com vencimento em Junho e preço de exercício de R$ 26,00), BVMFW14 (opção de venda de ação da BM&F Bovespa com vencimento em Novembro e preço de exercício de R$ 14,00).
    Perceba que o preço de exercício (strike) do código Bovespa de opções é sempre representado por dois algarismos e que, nos casos mais comuns, formam um número par.

    Assim, o número descrito no código Bovespa da opção pode, eventualmente, representar o valor aproximado do real valor do preço de exercício (strike) da opção.

    Exemplo: BBASA26 (opção de compra de ação do Banco do Brasil com vencimento em Janeiro e preço de exercício de R$ 26,17). Esta diferença de R$ 0,17 entre o preço real de exercício e o valor indicado no código da opção representa algum tipo de ajuste realizado pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) sobre o valor de exercício do ativo-objeto.

    O que é a data de vencimento em um contrato de opção?

    A data de vencimento de uma opção refere-se ao dia de expiração do contrato. Neste dia, o contrato de opção perde completamente o seu valor de mercado (“a opção vira pó”).
    Todas as bolsas de valores que possuem um mercado de opções, estabelecem uma data fixa mensal para o vencimento deste tipo e contrato derivativo. No caso do Mercado Bovespa, a data de vencimento das opções acontece sempre na terceira segunda-feira de cada mês. Neste dia, a bolsa de valores também estabelece um horário limite para a negociação das opções. No Mercado BM&F, a data de vencimento das opções ocorre sempre na quarta-feira mais próxima do décimo-quinto dia de cada mês. Quando a quarta-feira mais próxima do dia 15 (quinze) for feriado, ou não houver pregão de negociação, a data de vencimento será no dia útil subsequente.

    Data de Vencimento no Mercado Bovespa

    A CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) estabelece mensalmente as séries de contratos de opção autorizados a serem lançados no Mercado Bovespa. Cada um destes contratos possui uma duração média de 60 (sessenta) dias e cada série de contratos de opção possui um mês específico de vencimento. Como a CBLC mensalmente autoriza o lançamento de uma nova série, conclui-se que no Mercado Bovespa vence-se uma série específica de contratos de opção todo mês. A data de vencimento das opções no Mercado Bovespa acontece sempre na terceira segunda-feira de cada mês.

    Assim, durante o mês de Dezembro, a CBLC divulga os contratos de opção autorizados a serem negociados no Mercado Bovespa da série cujo vencimento ocorrerá na terceira segunda-feira do mês de Fevereiro. Da mesma forma, em Janeiro, a CBLC divulga os contratos de opção cuja data de vencimento ocorrerá na terceira segunda-feira do mês de Março. Esta mesma rotina repete-se todos os meses do ano.

    Tabela das séries das opções
    Mês de vencimento Série da Opção de Compra (CALL) – Série da Opção de Venda (PUT)
    Janeiro A M
    Fevereiro B N
    Março C O
    Abril D P
    Maio E Q
    Junho F R
    Julho G S
    Agosto H T
    Setembro I U
    Outubro J V
    Novembro K W
    Dezembro L X

    Lembre-se, na BM&F Bovespa, as opções de compra normalmente são do tipo americana, podendo ser exercidas antes de sua data de vencimento, enquanto que as opções de venda são do tipo europeia, podendo ser exercidas apenas no dia estipulado para o seu vencimento.

    Data de Vencimento no Mercado BM&F

    No Mercado BM&F, cada contrato de opção possui uma periodicidade própria de vencimento. Esta periodicidade depende do tipo de ativo-objeto. No mês em que há vencimento de determinado contrato de opção, este ocorre na quarta-feira mais próxima do décimo-quinto dia do mês. Quando esta quarta-feira mais próxima do dia 15 (quinze) for feriado, ou não houver pregão de negociação, a data de vencimento será no dia útil subsequente.

    O que é o ativo-objeto em um contrato de opção?

    O ativo-objeto é o ativo de referência de um contrato de opção. Este ativo será negociado caso o titular decida exercer o seu direito previsto em contrato.

    O ativo-objeto é a base da opção. O preço da opção no mercado varia de acordo com a valorização/desvalorização deste ativo no mercado de bolsa. No mercado de opções, o ativo-objeto pode ser uma ação, uma commodity, uma moeda, um índice ou um instrumento financeiro. No Brasil, o mercado de opções mais famoso acontece no Mercado Bovespa, no qual a negociação de opções de compra de ações preferenciais de Petrobras e Vale são bastante populares entre os especuladores, gerando um volume financeiro de negociação de grande destaque. No Mercado BM&F, as opções de compra ou de venda de mercadorias ou Dólar destacam-se entre bastante os hedgers.

    Ativo objeto no mercado de opções Bovespa

    A CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) pode autorizar a negociação de contratos de opções referentes a qualquer ação negociada no mercado à vista.
    Entretanto, no Mercado Bovespa, os contratos de opções de compra de Petrobras e Vale são os mais líquidos e responsáveis pela maior parte do volume financeiro do mercado de opções.

    Ativo objeto do mercado de opções BM&F

    Opção sobre Futuro de Boi Gordo
    Opção sobre Futuro de Milho (entrega física)
    Opção sobre Futuro de Milho (liquidação financeira)
    Opção sobre Futuro de Café Arábica
    Opção sobre Futuro de Soja
    Opção sobre Dólar Comercial
    Opção sobre Dólar com Ajuste
    Opção sobre DI de 1 dia tipo 1
    Opção sobre DI de 1 dia tipo 2
    Opção sobre DI de 1 dia tipo 3
    Opção sobre DI de 1 dia tipo 4
    Opção sobre Futuro do Ibovespa
    Volatilidade de Dólar
    Volatilidade de Juros Tipo 1
    Volatilidade de Juros Tipo 2
    Volatilidade de Juros Tipo 3
    Volatilidade de Juros Tipo 4
    Volatilidade Índice IDI
    Volatilidade Ibovespa

    O que é o titular em um contrato de opção?

    O titular de uma opção é o investidor que compra um contrato de opção no mercado, adquirindo para si o direito de negociar um ativo-objeto pelo preço de exercício (strike), durante determinado período de tempo ou em uma data pré-determinada.

    Para adquirir o contrato de opção, o titular deve pagar ao lançador (vendedor), à vista, um valor monetário (prêmio). O titular de uma opção de compra tem o direito, mas não a obrigação, de comprar o ativo-objeto do lançador pelo preço de exercício até uma data pré-determinada. O titular de uma opção de venda tem o direito, mas não a obrigação, de vender o ativo-objeto para o lançador pelo preço de exercício em uma data pré-determinada. Resumindo, o titular não é obrigado a exercer o seu direito de negociar o ativo-objeto durante o período de validade do contrato.

    O Titular de uma Opção de Compra

    O titular de uma opção de compra possui dois objetivos básicos: garantir a manutenção de determinado valor para a compra de um ativo objeto até a data de vencimento do contrato, protegendo o seu poder de compra; ou lucrar com a negociação da própria opção no mercado ou com o exercício do direito de compra do ativo-objeto previsto no contrato.

    O investidor compra uma opção de compra de determinado ativo-objeto quando identifica um grande potencial de valorização deste ativo-objeto no mercado.
    O titular (comprador) de uma opção de compra pode lucrar de 2 (duas) maneiras: vendendo a opção de compra por um prêmio de valor mais alto do que o valor pago para adquirí-la; ou exercendo o direito de compra do ativo-objeto quando a cotação deste ativo no mercado for superior ao seu preço de exercício (strike) previsto no contrato da opção.

    O titular (comprador) de uma opção de compra pode ter prejuízo de 3 (três) maneiras: vendendo a opção de compra por um prêmio de valor mais baixo do que o valor pago para adquirí-la; exercendo o direito de compra do ativo-objeto quando a cotação deste ativo no mercado for inferior ao seu preço de exercício (strike) previsto no contrato da opção; ou não vendendo a opção de compra e não exercendo o seu direito de compra do ativo-objeto. Neste caso, o valor total do prejuízo resume-se ao valor do prêmio pago para adquirir a opção de compra.

    O Titular de uma Opção de Venda

    O titular de uma opção de venda possui dois objetivos básicos: proteger o valor de mercado dos ativos de sua carteira garantindo um valor mínimo de revenda caso os mesmos se desvalorizem; ou lucrar com a negociação da própria opção no mercado.

    O investidor vende uma opção de venda de determinado ativo-objeto quando identifica um grande potencial de valorização deste ativo-objeto no mercado.
    O titular (comprador) de uma opção de venda pode lucrar de 1 (uma) maneira: vendendo a opção de venda por um prêmio de valor mais alto do que o valor pago para adquirí-la.

    O titular (comprador) de uma opção de venda pode ter prejuízo de 3 (três) maneiras: vendendo a opção de venda por um prêmio de valor mais baixo do que o valor pago para adquirí-la; exercendo o direito de venda do ativo-objeto; ou não vendendo a opção de venda e não exercendo o seu direito de venda do ativo-objeto. Neste caso, o valor total do prejuízo resume-se ao valor do prêmio pago para adquirir a opção de venda.

    O que é o lançador em um contrato de opção?

    O lançador de uma opção é o investidor que vende um contrato de opção no mercado, adquirindo para si a obrigação de negociar um ativo-objeto pelo preço de exercício (strike), durante determinado período de tempo ou em uma data pré-determinada.

    Para vender o contrato de opção, o lançador deve receber do titular (comprador), à vista, um valor monetário (prêmio). O lançador de uma opção de compra tem a obrigação de vender o ativo-objeto para o titular, pelo preço de exercício, até uma data pré-determinada. O lançador de uma opção de venda tem a obrigação de comprar o ativo-objeto do titular, pelo preço de exercício, em uma data pré-determinada. Em ambos os tipo de opções, o lançador apenas possui tais obrigações no caso do titular decidir exercer o seu direito previsto em contrato. Diferente do titular da opção que possui o direito de decidir se vale ou não a pena executar o contrato comprado, o lançador tem a obrigação de executar o que determina o contrato caso o titular assim determine. Para assumir tal obrigação, o lançador foi remunerado pelo titular no ato da venda da opção, quando recebeu do próprio titular o valor do prêmio.

    O Lançador de uma Opção de Compra

    O lançador de uma opção de compra possui um objetivo básico: lucrar.
    O lançador (vendedor) de uma opção de compra pode lucrar de 2 (duas) maneiras: recomprando a opção de compra por um prêmio de valor mais baixo do que o valor recebido quando a vendeu; ou recebendo o valor do prêmio no ato da venda da opção de compra e não sendo exercido até a data de vencimento.

    O investidor vende uma opção de compra de determinado ativo-objeto quando identifica um grande potencial de desvalorização deste ativo-objeto no mercado.
    O lançador (vendedor) de uma opção de compra pode ter prejuízo de 2 (duas) maneiras: recomprando a opção de compra por um prêmio de valor mais alto do que o valor recebido quando a vendeu; ou vendendo o ativo-objeto para o titular caso este exerça o seu direito de compra.
    Não necessariamente o lançador terá prejuízo ao vender os ativos objeto do contrato de opção para o titular caso este decida por exercer o seu direito de compra: o lançador pode ter adquirido tais ativos anteriormente, a um preço inferior ao preço de exercício. Por outro lado, se o titular decidiu exercer o seu direito de compra, é porque estes ativos estão sendo vendidos no mercado a um preço mais elevado. Assim, podemos concluir que o lançador, no mínimo, deixou de ganhar mais dinheiro ao ser obrigado a vender tais ativos para o titular.

    O prejuízo do lançador no ato de exercício da opção passa a ser muito maior caso este ainda não possua os ativos objeto. Neste caso, ele terá que adquirí-los no mercado para honrar a sua posição lançadora. Normalmente, nestas situações, o lançador não estava preparado para arcar com tal custo, uma vez que a venda à descoberto de uma opção de compra costuma ser fruto de interesse especulativo de que o mercado não se valorizaria até o data de exercício do contrato de opção.

    O Lançador de uma Opção de Venda

    O lançador de uma opção de compra possui um objetivo básico: lucrar.
    O lançador (vendedor) de uma opção de venda pode lucrar de 2 (duas) maneiras: recomprando a opção de venda por um prêmio de valor mais baixo do que o valor recebido quando a vendeu; ou recebendo o valor do prêmio no ato da venda da opção de venda e não sendo exercido até a data de vencimento.

    O investidor vende uma opção de venda de determinado ativo-objeto quando identifica um grande potencial de valorização deste ativo-objeto no mercado.

    O lançador (vendedor) de uma opção de venda pode ter prejuízo de 2 (duas) maneiras: recomprando a opção de venda por um prêmio de valor mais alto do que o valor recebido quando a vendeu; ou comprando o ativo-objeto do titular caso este exerça o seu direito de venda.

    O que é o prêmio em um contrato de opção?

    Prêmio é o preço de um contrato de opção, ou seja, o valor pago pelo comprador (titular) do contrato ao vendedor (lançador) no momento da aquisição da opção.

    O prêmio (preço) pelo qual uma opção pode ser comprada ou vendida é determinado pelo acordo entre as partes (titular e lançador) em um transação no pregão da bolsa de valores. O valor do prêmio depende da tendência de alta ou de baixa que o preço dos ativos objeto das opções possam apresentar e, consequentemente, da existência de um número maior de investidores querendo comprar ou vender opções (lei da oferta versus demanda). Podemos subdividir o preço pelo qual uma opção pode ser comprada ou vendida em 2 (componentes): o valor intrínseco e o valor extrínseco.

    Fórmula do Prêmio de uma Opção
    Prêmio da Opção = Valor Intrínseco + Valor Extrínseco

    O que é o valor intrínseco de um contrato de opção?

    Valor intrínseco é o valor imediato de uma opção em relação ao preço do ativo-objeto, independente de outros fatores como juros e tempo restante para o vencimento do contrato.

    O valor intrínseco está relacionado apenas a vantagem imediata que este contrato proporciona ao investidor titular da opção. Assim, uma opção de compra só possui algum valor intrínseco quando o seu preço de exercício (strike) for menor que a cotação do ativo-objeto no mercado (preço spot), valendo a pena para o titular exercer o seu direito de compra do ativo-objeto. O valor intrínseco de um contrato de opção de compra pode ser calculado pela subtração do preço spot do ativo-objeto pelo preço de strike.

    Por outro lado, uma opção de venda só possui valor intrínseco quando o seu preço de exercício (strike) for maior que a cotação do ativo-objeto no mercado (preço spot), valendo a pena para o titular exercer o seu direito de venda do ativo-objeto.O valor intrínseco de uma opção de venda é calculado pela subtração do preço de strike do contrato pelo preço spot do ativo-objeto.

    De um modo geral, o valor intrínseco pode ser definido matematicamente como:

    Valor Intrínseco de uma Opção de Compra:
    Preço do Ativo Objeto – Preço de Strike da Opção

    Valor Intrínseco de uma Opção de Venda
    Preço de Strike da Opção – Preço do Ativo Objeto

    Exemplo 1
    O ativo BBAS3 (ativo-objeto) está sendo negociado no mercado à vista pelo valor de R$ 24,94. Uma opção de compra deste ativo-objeto pelo valor de R$ 24,00 (preço de strike) possui um valor intrínseco de R$ 0,94.

    Percebam que para o cálculo do valor intrínseco desta opção de compra não precisamos saber qual a sua data de vencimento. O fator tempo não é considerado para o cálculo do valor intrínseco.

    Considera-se apenas a vantagem imediata dessa opção para o investidor. Neste caso, a vantagem significa um lucro de R$ 0,94 por opção de compra caso o titular exerça seu direito de exercício.

    Exemplo 2
    O ativo BVMF3 está sendo negociado no mercado à vista pelo valor de R$ 11,02. Uma opção de venda deste ativo (ativo-objeto) pelo valor de R$ 12,00 (preço de strike) possui um valor intrínseco de R$ 0,98.

    Percebam que para o cálculo do valor intrínseco desta opção de venda também não precisamos saber qual a sua data de vencimento. O fator tempo não é considerado para o cálculo do valor intrínseco.

    Considera-se apenas a vantagem imediata dessa opção para o investidor. Neste caso, a vantagem significa um lucro de R$ 0,98 por opção de venda caso o titular exerça seu direito de exercício.

    Exemplo 3
    O ativo GGBR4 está sendo negociado no mercado à vista pelo valor de R$ 15,15. Uma opção de compra deste ativo (ativo-objeto) pelo valor de R$ 16,00 (preço de strike) possui um valor intrínseco de R$ 0,00.

    Nesse caso, o exercício do direito da opção de compra não traria qualquer vantagem para o investidor, ou seja, não possui valor intrínseco. O mesmo ocorreria se este contrato fosse uma opção de venda e o ativo-objeto estivesse sendo negociado por um valor maior que o seu preço de exercício.

    O que é o valor extrínseco de um contrato de opção?

    Valor extrínseco é a parcela do prêmio de uma opção atribuída ao risco ou ao custo de oportunidade e expectativas sobre a evolução do ativo-objeto.

    Um dos fatores de risco de um contrato de opção é o grau médio de variação das cotações do ativo no mercado durante um determinado período de tempo, ou seja, o seu grau de volatilidade. Outros fatores de risco (ou de oportunidade) são: a tendência de valorização ou desvalorização do ativo-objeto no mercado e o tempo restante para a data de vencimento do contrato de opção. O valor exrtínseco é subjetivo e depende da percepção do mercado quanto à possibilidade desta opção gerar algum tipo de vantagem para o investidor.

    Se as chances desta opção significar uma vantagem para o titular forem grandes, o valor extrínseco será maior. O valor extrínseco é acrescido ao valor intrínseco da opção para compor o prêmio (preço de negociação da opção no mercado).

    Como calcular o valor extrínseco de uma opção
    O valor extrínseco é calculado subtraindo o preço atual da opção pelo valor intrínseco da mesma.

    Exemplo de Valor Extrínseco
    Uma opção está sendo negociada no mercado a R$ 1,50 e o seu Valor Intrínseco está R$ 1,20. Sabemos então que, se subtrairmos o valor imediato de ganho (intrínseco) com o valor que o mercado está pagando pela opção, teremos o valor de risco (extrínseco), que neste caso é de R$ 0,30.

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  5. A história das opções: O primeiro registro histórico de um contrato de opções

    O primeiro registro de um negócio envolvendo um contrato de opções encontra-se na Bíblia, mais especificamente no livro Gênesis. Este livro descreve a história de Jacó que selou um acordo para ter o direito de se casar com Raquel, a filha mais nova de Labão, irmão de sua mãe.

    Pelo acordo, Jacó obteria a permissão para se casar com Raquel caso concordasse em trabalhar para Labão durante sete anos. Se a história fosse descrita utilizando os termos do mercado de opções, poderíamos dizer que Labão lançou (vendeu) uma opção de compra do ativo-objeto Raquel, cujo preço de exercício equivaleria a sete anos de trabalho prestados por Jacó – o titular da opção de compra.

    “Jacó, que amava a Raquel, disse à Labão: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor.”

    Após trabalhar sete anos para Labão, Jacó passou a ter o direito, porém não a obrigação, de se casar com Raquel. Caso Jacó tivesse desistido de se casar com Raquel após ter cumprido sua parte do acordo, não receberia qualquer tipo de ressarcimento pelo período trabalhado. O mesmo ocorre com o mercado de opções, não é mesmo? Se até o dia do exercício, o comprador da opção não exercer o seu direito de negociar o ativo-objeto previsto em contrato, não recebe qualquer ressarcimento pelo prêmio pago no momento em que adquiriu a sua opção.

    “Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.”

    Infelizmente, naquela época não havia qualquer garantia de que o contrato seria cumprido pelas partes. No vencimento da opção, após ter trabalhado durante sete anos, Jacó optou por exercer o seu direito, porém Labão não cumpriu com a sua parte no contrato, configurando o primeiro calote em derivativos da história.

    “E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela.”

    No dia do exercício do contrato de opção, Labão decidiu entregar para Jacó a sua primogênita Lia, alegando que pelo costume local, não poderia lhe entregar a filha mais nova antes da mais velha.

    “Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste?”

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    • Uma outra história conhecida sobre os primórdios do mercado opções é a de Tales, antigo filósofo grego da cidade de Mileto que previu com nove meses de antecedência uma excelente colheita de azeitonas.

      Tendo pouco dinheiro para investir no plantio de azeitona, Tales decidiu reservar todos os depósitos de azeitonas existentes em Mileto. Tales também procurou todos os donos de prensas de azeitonas, utilizadas para transformar azeitonas em azeite de oliva, e fazer uma oferta pela exclusividade de uso dessas prensas durante a próxima colheita. Estabelecendo um paralelo com o mercado de opções moderno, Tales comprou opções de compra pelo uso dos depósitos e das prensas de azeitona.

      “Tales sabia pelos seus conhecimentos das estrelas, ainda no inverno, que ocorreria uma grande colheita de azeitonas no ano seguinte”. (Aristóteles)”

      Como ninguém acreditava que Tales pudesse prever a próxima colheita com tanta antecedência, os donos das prensas e dos depósitos aceitaram sua oferta, pois, assim, também poderiam se proteger e garantir algum lucro caso a próxima colheita fosse fraca. Tales conseguiu pagar taxas bem baratas porque não haviam outros interessados no mercado de azeitona durante o inverno. Sob os olhos do mercado, Tales estava especulando. Os donos das prensas e dos depósitos, por sua vez, executaram uma operação de hedge.

      Uma colheita abundante e uma grande demanda por depósitos e prensas de azeitonas provaram que as previsões de Tales estavam corretas. Tales alugou os depósitos e as prensas pelo preço que desejou, obtendo um grande lucro. Utilizando a terminologia do mercado de opções, Tales pagou um prêmio pela opção de uso das prensas e dos depósitos de azeitona e, revendeu estas opções, obtendo um grande lucro no futuro.

      Tales foi um filósofo pré-socrático, considerado, segundo a tradição, o primeiro físico grego, isto é, o primeiro a investigar as questões referentes à natureza. Foi considerado um dos sete sábios da Grécia. De acordo com várias fontes, este pensador teria previsto o eclipse total do sol, em 585 a.c. Tales também teria desviado o curso do rio Hális, de modo que o exército de Creso, do qual fazia parte, pudesse prosseguir viagem.

      Segundo Aristóteles, Tales nunca teve interesse em acumular riquezas. Entretanto, após ter sido censurado por alguns concidadãos por causa de sua pobreza, alegando que esta era uma prova da pouca valia da filosofia, Tales decidiu utilizar os seus conhecimentos para provar ser fácil a um filósofo enriquecer, se assim desejar.

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    • A Tulipamania, considerada por muitos como a primeira bolha do mercado financeiro, é o primeiro relato documentado das consequências que as opções podem gerar quando são utilizadas como instrumentos financeiros de especulação.

      Introduzida no mercado holandês pelos turcos, em pouco tempo, as tulipas tornaram-se um símbolo de status entre a aristocracia holandesa do século XVII. Naquela época, para se comprar um único bulbo da flor eram necessárias 24 toneladas de trigo. Em 1624, uma tulipa do tipo Semper Augustus custava o preço de uma casa ampla no centro de Amsterdã. A valorização sem precedentes do mercado de tulipas fez com que produtores e intermediários passassem a negociar contratos de opções de compra e venda de tulipas, os chamados windhandel. Estas opções asseguravam aos intermediários, o direito de comprar tulipas dos produtores a um preço pré-determinado por um período específico de tempo.

      Caso as tulipas passassem a custar mais que o preço pré-determinado pelo contrato de opção, os intermediários (mercadores) que possuíam tais contratos, exigiriam do produtor (plantador) a entrega das tulipas ao preço máximo estipulado, assegurando uma margem de lucro. Caso, no entanto, o preço das tulipas diminuísse e o contrato de opção perdesse o seu valor, o intermediário (mercador) ainda poderia ter lucro comprando tulipas a um preço mais baixo e depois revendendo com lucro.

      Não demorou muito para que esses contratos passassem a ser negociados livremente apenas de forma especulativa, uma vez que, com a forte valorização das tulipas, esses direitos também passaram a valer mais. Os intermediários especuladores passaram a preferir repassar os contratos a terceiros, vendendo-os com lucro, ao invés de exercerem seus direitos de compra das tulipas.
      Quando o mercado percebeu que as tulipas não valiam o preço pela qual estavam sendo negociadas, a bolha especulativa do mercado de tulipas estourou. Os intermediários passaram a vender os seus contratos de opções de compra de tulipas a preços cada vez mais baixo, amargando um grande prejuízo. Os especuladores que não conseguiram vender as suas opções, não tiveram como honrar seus compromissos junto aos produtores, espalhando a crise para diversos setores da economia holandesa.

      Enquanto as opções eram negociadas como forma de proteção do ativo-objeto, tanto para o comprador quanto para o vendedor, o risco para as partes envolvidas no negócio eram baixos e controlados. Quando as opções passaram a ser negociadas de forma especulativa, os intermediários deixaram de lado a relação com o ativo-objeto e passaram a se preocupar em revender suas opções com lucro, sem considerarem as obrigações que tais contratos estabelecem.

      As opções não foram criadas para serem instrumentos especulativos, mas sim, para serem um instrumento de proteção contra grandes variações de preços.

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    • Em 1973, a CBOE (Chicago Board Options Exchange) foi fundada como a primeira bolsa de opções dos Estados Unidos, especializada na negociação de contratos de opções padronizados.

      Até então, os negócios envolvendo opções não possuíam qualquer parâmetro pré-definido, ou seja, cada novo negócio envolvendo contratos de opções, exigia que comprador e vendedor negociassem o tamanho do lote, o preço de strike, a data de exercício e outros parâmetros que, atualmente, já são padronizados pelas bolsas de valores e de mercadorias. Em 26 de Abril de 1973, no primeiro dia de negociação, 911 contratos de opções foram negociados envolvendo 16 tipos de ativos-objeto.

      Em 1975, a CBOE introduziu a divulgação computadorizada das cotações dos contratos de opções, facilitando o acompanhamento dos preços desses ativos por investidores, intermediários e produtores. Em 1977, a CBOE introduziu em seu mercado a negociação de contratos de opção de venda.

      Ao longo dos anos, o mercado de opções atingiu a sua maturidade e os contratos de opções de compra e de venda passaram a ser negociados em todas as principais bolsas de valores mundiais como um importante instrumento de proteção para o investidor.

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  6. Mais do que dando os meus 0,02 cents de contribuição, gostaria aqui de agradecer ao Tetzner pelo espaço. Pedi e fui atendido, então me vejo na obrigação de abrir este espaço falando um pouco sobre a minha minúscula experiência e sobre como este mecanismo de investimento pode ajudar a nós, pequenos investidores, que gostamos de renda e que sempre investiram em FII.

    Bom, como eu falei, pedi este espaço mais para aprender, do que para falar alguma coisa. Desta forma, vou falar como invisto (por favor, me ajudem), por que invisto e quais as expectativa de rentabilidade. Atualmente gosto de duas estratégias:

    1 – Venda coberta de calls: Objetivo rentabilizar / aumentar a carteira. Proteção do patrimônio
    É uma boa estratégia para gerar “dividendos” e se aplicam bem a papeis com grandes volatilidades (como Vale, ITUB, BBDC e PETR). Como eu faço? Simples, compro o papel quando ele está com IFR 2 sobrevendido (menor que 10 tanto no diário, quanto no semanal) e fico direcional (descoberto) até o papel ficar sobrecomprado (com IFR 2 no diário maior que 90). Quando atingido o IFR, lanço uma call 1 real ou 2 dentro do valor de mercado. Quando o IFR corrige, e volta a ficar menor que 10, recompro as opções e embolso a diferença, que pode ficar em torno de R$ 0,50 a R$ 1,00 por operação.

    Cuidados: com a liquidez do papel, pois alguns quando ficam muito próximo do fim do período, podem não ter opções satisfatórias em preço e em número para a recompra. Neste caso, não será possível “rolar” o contrato e em caso de altas muito acentuadas, haverá a execução do contrato e uma perda dessa lucratividade da perna de alta. Vantagens: Como o lançamento se dá dentro do dinheiro (menor que o valor de mercado), em caso de quedas acentuadas, o lançador da opção tem uma bela margem de segurança.

    2 – Venda coberta de Puts: Objetivo rentabilizar ou comprar os papeis desejados mais baratos.
    Tenho algumas LFTs que eu deixo como garantia (e rendendo 1% ao mês kkkkk). Então, quando vejo quedas muito exageradas em um papel específico, com o IFR 2 menor que 10 no diário e no semanal, realizo uma venda de PUT fora do dinheiro (abaixo do valor de mercado) como uma forma de minorar o risco de ser exercido (ter que comprar o papel no valor do strike da opção).

    Quando o papel corrige e o IFR fica maior que 90, recompro as opções e embolso a diferença. Se o papel não corrigir, e continuar caindo, tenho a opção de ser exercido e ficar com o papel com um bom desconto, podendo lançar a Call ou vender o papel a mercado após uma pequena correção.

    =====================================

    Finalizo dizendo que está é a idéia básica, existem inúmeras opções de compras de call e puts com lucratividades ilimitadas, ou como forma de proteger as operações vigentes. Sou amador, amador, amador e deixo aos experts as recomendações.

    Outra coisa: sempre achei que lidar com opções dava muito trabalho para pouco lucro (2 ou 3% não me pareciam muito). Mas imaginem repetir estas operações mensalmente, ou quinzenalmente… Lidamos e amamos FII que rendem 0,9 a 1%… imaginem uma estratégia para gerar “dividendos” repetidamente e o efeito exponencial nisto no longo prazo…

    Abraços

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    • Em opçoes ja fizemos muito financiamentos de açoes com opçoes.
      Para quem quer diminuir o risco de compra podemos fazer financiamentos com os papel a vista( compra) casado com venda de opçao.
      Resumo da operação;
      1)”Se nao der exercicio” na serie de opçao escolhida “vc fica com papel/ação em carteira”.
      Seu custo da ação nesse caso seria o spread(valor de compra da ação menos o valor de venda da opçao escolhida)

      2)”Se der exercicio na serie da opçao vendida”, vc perde o papel mas leva a tx de juros contratada, que é definidapelo valor do spread e o preço do exericio escolhido da serie da opçao.

      Com mercado em suporte para quem gosta de comprar com regularidade esse tipo de operaçao é recomendada, pois ou vc fica com o papel com custo menor, ou leva para casa uma boa tx em cima do volume financeiro envolvido( em caso de ser exercido) 🙂

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