GETI – AES TIETE S.A.

GETI3

BMFBovespa: GETI3 ; GETI4

AES Tietê é uma das mais eficientes geradoras de energia elétrica do Brasil, com um parque gerador composto por 19 hidrelétricas, capacidade instalada de 2.663 MW e garantia física de 1.282 MW médios.

O complexo da AES Tietê (Controladora) envolve nove usinas hidrelétricas e três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s), com capacidade instalada de 2.658 MW e garantia física de 1.278 MW médios, localizadas nos rios Tietê, Grande, Pardo e Mogi-Guaçu, nas regiões central e noroeste do Estado de São Paulo.

A Companhia também controla a AES Minas PCH Ltda (“PCH Minas”), que detém sete PCHs no Estado de Minas Gerais, sendo que uma delas está desativada, sob estudo de viabilidade técnica. A capacidade total instalada das PCHs em operação é de 5,4 MW, com garantia física de 4,4 MW médios.

Em 1999, o grupo AES adquiriu a Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê, uma das três empresas criadas no processo de cisão da Companhia Energética de São Paulo – CESP para privatização. A empresa, atualmente denominada AES Tietê, manteve o parque de 10 usinas hidrelétricas e é controlada, desde 2003, pela Companhia Brasiliana Energia – holding formada pela AES Corp e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A AES Tietê tem concessão de 30 anos (2029) e quase a totalidade de sua energia assegurada está contratada por meio de um contrato bilateral de compra e venda de energia elétrica com a AES Eletropaulo, válido até 2015.

Em julho de 2011, a Companhia finalizou a construção da PCH São Joaquim, em São João da Boa Vista (SP), que somará 3 MW à capacidade instalada da AES Tietê e que fica localizada no Rio Jaguari – Mirim. Há ainda outra unidade em construção, a PCH São José, também localizada no Rio Jaguari-Mirim, que terá 4 MW de capacidade instalada e cuja previsão de entrada em operação é até o final de 2011.

RI:  ri.aestiete@aes.com

Site:  http://www.aestiete.com.br/ri

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71 comentários sobre “GETI – AES TIETE S.A.

  1. AES Tietê: Resultados 4T16

    O fraco resultado apresentado (lucro líquido de R$ 83,1 milhões vs R$ 153,5 milhões no 4T15) foi influenciado, principalmente, pelo término do contrato bilateral com a Eletropaulo, vigente até dez/2016, o qual provocou substancial queda das receitas (-42,9%), fazendo cair cerca de 18,7 p.p. a margem EBIT. A redução ocorrida nas despesas com energia comprada para revenda (-62,7%) não foi suficiente para compensar a queda das receitas e além disso o resultado financeiro líquido negativo subiu 137,4%.

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  2. AES Tiete divulga resultados do 3T16
    por Equipe Lopes Filho

    O resultado líquido chegou a R$ 97,8 milhões, cerca de 122,7% superior ao 3T15, mas deve-se ressaltar que este foi muito afetado por despesas extraordinárias referentes à reorganização societária que a empresa efetuou. A nível operacional, o desempenho foi muito fraco, com recuo de 36,1% no resultado da atividade. O resultado financeiro líquido continuou negativo porém 7,4% inferior ao mesmo período de 2015.

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  3. AES Tietê anuncia lucro de R$ 232,5 milhões no 4T15

    A AES Tietê anunciou lucro líquido de R$ 232,5 milhões no 4T15, contra prejuízo líquido de R$ 76,1 milhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2015, o lucro foi de R$ 726,3 milhões, 61,6% superior em relação ao 12M14.

    A receita operacional líquida foi de R$ 636,9 milhões no último trimestre de 2015, recuando 28,2% na comparação com o 4T15. No 12M15, a receita foi de R$ 2,6 bilhões, ficando 18,1% abaixo do acumulado em 2014.

    O Ebitda do trimestre encerrado em dezembro de 2015 foi positivo em R$ 404,0 milhões, ante Ebitda negativo de R$ 36,9 milhões no 4T14. Em 2015, o Ebitda acumulado foi de R$ 1,4 bilhão, superando o ano anterior em 52,7%.

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  4. AES Tietê Resultados 3T15

    A AES Tietê divulgou lucro líquido de R$ 167,41 milhões no 3T15, ante prejuízo líquido de R$ 83,62 milhões no 3T14. No 9M15, o lucro líquido foi de R$ 493,81 milhões, ante lucro de R$ 525,48 milhões no mesmo período do ano anterior (-6,0%).

    A receita líquida foi de R$ 631,97 milhões no 3T15, ante R$ 867,61 milhões no 3T14 (-27,2%). No 9M15, a receita foi de R$ 1,99 bilhão, contra R$ 2,32 bilhões no 9M14 (-14,2%).

    O Ebitda para o trimestre encerrado em setembro foi de R$ 337,48 milhões, ante Ebitda negativo de R$ 69,73 milhões no 3T14. Para o 9M15, o Ebitda foi de R$ 997,96 milhões, contra R$ 954,78 milhões no 9M14 (+4,5%).

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  5. AES Tietê resultado 2T15

    A AES Tietê registrou lucro líquido de R$ 126,1 milhões no segundo trimestre, 50% menor que o apurado no mesmo período de 2014. A receita líquida da companhia caiu 12%, para R$ 667 milhões.

    O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 268,5 milhões, com queda de 37,7% sobre o mesmo período de 2014. Os custos e despesas, por outro lado, avançaram 20%, para R$ 440,7 milhões, pressionados principalmente pela maior necessidade de compra de energia no mercado de curto prazo para fazer frente ao volume gerado.

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  6. 1T15

    LL 200MM -44%x1T14

    Hidrologia

    Afluência no SIN no 1T15 de 62% da MLT (vs. 64% em 1T14)
    Nível de reservatórios do SIN encerraram 1T15 em 30,1% vs. 40,5% em 1T14
    Rebaixamento médio no MRE de 20,7% no 1T15 vs. 3,9% no 1T14 no ano. Previsão de rebaixamento para o ano de 2015 entre 18% e 20% com impacto de R$ 790 a 880 milhões no Ebitda

    Comercial

    ~9 MWm comercializados no 1T15, para entrega em 2017 até 2019, com preço médio de R$ 200/MWh
    O portfólio de energia contratada totalizou 83%, 74%, e 47% da energia disponível da Companhia para 2016, 2017 e 2018, respectivamente

    Financeiro

    Receita líquida de R$ 690 milhões no 1T15; 8,8% inferior ao 1T14, devido ao menor volume de energia vendida no spot, compensado pelo maior volume vendido para a AES Eletropaulo
    Custos e despesas operacionais totalizaram R$ 298 milhões, 83% superior aos R$ 163 milhões auferidos no 1T14, em função do maior volume de energia comprada no mercado spot
    PMSO gerenciável totalizou R$ 37,6 milhões, 16% inferior ao 1T14
    Ebitda de R$ 392 milhões no 1T15, vs. R$ 594 milhões no 1T14, redução de 34%; Lucro líquido de R$ 200 milhões no 1T15, vs. R$ 358 milhões no 1T14, redução de 44%

    Dividendos

    R$ 122,4 milhões de dividendos no 1T15; Dividend yield de 2,0% e payout de 61,1% no 1T15

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    • O resultado do 1T15 foi fraco, porém dentro das expectativas. A empresa, que tem toda sua garantia física contratada, foi muito afetada pelo déficit hídrico, o qual chegou a cerca de 20% no trimestre. Observar que a companhia alocou cerca de 30% da energia no 1º trimestre, o que atenuou um pouco o efeito citado.

      A Receita Líquida caiu 8,8%, resultante dos seguintes fatores: i) incremento de 25% na receita de energia vendida à AES Eletropaulo, associado tanto ao aumento de 17,6% no volume de energia comercializada, dada a sazonalidade desse contrato (2.740,1 Gwh no 1T15 ante 2.329,1 Gwh no 1T14) quanto ao reajuste desse contrato a partir de julho de 2014 (R$ 206,3/Mwh no 1T15 ante R$ 194,2/Mwh no 1T14), e (ii) redução de R$ 187,3 milhões na receita bruta de energia vendida no mercado de curto prazo, devido ao menor PLD auferido no submercado SE/CO (R$ 388,48/Mwh no 1T15 versus R$ 669,76/Mwh no 1T14) e menor volume (273,5 Gwh no 1T15 ante 540,6 Gwh no 1T14).

      As despesas operacionais cresceram 68%, provocando forte queda das margens operacionais, como pode ser visto no quadro de resultados. A rubrica “energia comprada para revenda” foi a responsável por esta expressiva variação, tendo crescido, isoladamente, 209,7% em bases anuais. Esse resultado foi influenciado, principalmente, por: (i) R$ 139,4 milhões referente ao maior volume com compra de energia no mercado de curto prazo (446,9 Gwh no 1T15 ante 60,0 GWh no 1T14), associada à sazonalização da garantia física adotada pela Companhia e o rebaixamento médio no MRE verificado no 1T15 (20,7%) ante o verificado no 1T14 (3,9%), e (ii) R$ 6,2 milhões dado o maior volume com compra de energia no MRE (715,7 Gwh no 1T15 ante 236,5 Gwh no 1T14), considerando a redução do despacho hidrelétrico das usinas da Companhia.

      O resultado financeiro líquido negativo também deu sua contribuição para o resultado desfavorável, tendo crescido 321,6%, basicamente devido a uma expansão de 166,3% nas despesas financeiras brutas. Tal variação é explicada, sobretudo: (i) pelo aumento dos encargos financeiros das dívidas da Companhia (R$ 50,1 milhões no 1T15 versus R$ 31,4 milhões no 1T14) devido ao maior saldo da dívida bruta (R$ 1.654,9 milhões no 1T15 versus R$ 1.447,0 milhões no 1T14) e aumento do CDI médio no período; (ii) pela atualização monetária e variação cambial de R$ 8,3 milhões em processo judicial que discute a aquisição obrigatória pela AES Tietê de energia oriunda de Itaipu e (iii) pela redução de R$ 4,3 milhões no saldo de juros capitalizados decorrente da menor base de ativos imobilizados em curso.

      Apesar do exposto no parágrafo anterior, a situação financeira da companhia continuava sólida na posição mostrada em 31/03/2015.

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  7. DESTAQUES DO 4T14 E 2014

    Hidrologia
     Afluência observada na região SE/CO em 2014 de 69% da MLT (vs. 102% em 2013), e no SIN de 81%
    ante 97% da MLT em 2013
     Nível de reservatórios das usinas da AES Tietê encerraram 2014 em 34,7% vs. 51,1% em 2013
     Rebaixamento médio no MRE de 12,2% no 4T14 e 9,3% no ano, impacto negativo de R$ 816 milhões
    no Ebitda

    Comercial
     ~40MWm comercializados no 4T14, com prazo e preço médios de 3,3 anos e R$ 189/MWh
    respectivamente
     O portfólio de energia contratada após o fim do contrato com a Eletropaulo totalizou 83%, 73%, e
    46% da energia disponível da Companhia para 2016, 2017 e 2018, respectivamente

    Financeiro
     Receita líquida de R$ 886 milhões no 4T14; aumento de 54% vs. 4T13, devido ao maior preço e
    volume de energia vendida no para a AES Eletropaulo e mercado spot. Em 2014, a receita líquida
    totalizou R$ 3.205 milhões, aumento de 37,1% em relação a 2013
     Custos e despesas operacionais2
    totalizaram R$ 924 milhões, 365% superior ao R$ 199 milhões
    auferidos no 4T13. Em 2014, os custos totalizaram R$ 2.287 milhões, 182% superior em relação a
    2013 em função do maior volume de energia comprada no mercado spot
     PMSO gerenciável 16% inferior ao 4T13; em 2014 PMSO Gerenciável apresentou redução de 6,1%
    vs. 2013, superior ao guidance de redução de custos da Companhia
     Ebitda de (R$ 37) milhões no 4T14, vs. R$ 337 milhões no 4T13 e R$ 918 milhões em 2014 vs. R$
    1.525 em 2013
     Prejuízo de R$ 76 milhões no 4T14, vs. R$ 230 milhões no 4T13 e lucro líquido de R$ 449 milhões
    em 2014 vs. R$ 881 milhões em 2013

    Socioambiental
     Nenhum acidente com colaboradores próprios no período e, desde 2009, não foram registrados
    acidentes com a população nos reservatórios das usinas. Em 2014 a Companhia investiu R$ 1,2
    milhão com ações de segurança em campanhas, treinamentos, dentre outros
     O ano foi encerrado com 9.722 ações de inspeções e caminhadas de segurança. Em comparação
    com 2013, foi observado um aumento de 91,6% nessas atividades (5.055 em 2013)
     Em 2014, a gestão de resíduos sólidos na AES Tietê resultou na reciclagem, reaproveitamento ou
    reutilização de 98% do total de 590 toneladas de resíduos gerados pela companhia, superando o
    índice de 95% registrado em 2013

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    • Sai dela após primeiro balanço ruim com prejuízo. Não acredito na melhora da empresa.. Vai ter redução das receitas com o fim do contrato bilateral e após a confusão do governo não tem investido. já já a empresa entra no aumento de dívidas.. principalmente sem lucro.

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    • O resultado do 4T14 foi desfavorável, porém previsível, tendo em vista dois aspectos fundamentais: o GSF (Generation Scale Factor) e a estratégia de sazonalização adotada pela companhia, à qual privilegiou a alocação de energia no primeiro semestre de 2014.

      A Receita Líquida subiu 84%, fato decorrente de: (i) elevação do volume de energia vendida no mercado de curto prazo (304,8 Gwh no 4T14 ante 143,8 Gwh no 4T13) e maior PLD auferido no submercado SE/CO (R$ 726,7/Mwh no 4T14 versus R$ 293,9/Mwh no 4T13) e (ii) incremento de 31,3% na receita de energia vendida à AES Eletropaulo, associado tanto ao aumento de 23,6% no volume de energia comercializada, dada a sazonalidade desse contrato em 2014 (3.218,2 Gwh no 4T14 ante 2.603,7 Gwh no 4T13) quanto ao aumento do preço desse contrato a partir de julho de 2014 (R$ 206,3/Mwh no 4T14 ante R$ 194,2/Mwh no 4T13); parcialmente compensada pela redução de R$ 5,8 milhões na receita bruta de energia vendida no MRE, reflexo da hidrologia crítica verificada no ano de 2014 e da redução do despacho das usinas da Companhia.

      As despesas operacionais cresceram 378,9%, levando os resultados operacionais para o campo negativo, como se vê no quadro de resultados. Este é explicado principalmente pelo maior custo com compra de energia, especificamente no mercado de curto prazo, dada a posição compradora da Companhia neste trimestre, em função da sazonalização da garantia física adotada e do menor GSF auferido no período. O aumento do volume de compra de energia e o aumento do PLD médio do período contribuíram para a elevação dos custos e despesas operacionais. As denominadas “despesas gerenciáveis” tiveram redução de 15,9%, como reflexo principalmente dos menores custos com materiais e serviços de terceiros.

      O resultado financeiro líquido negativo também deu importante contribuição negativa para o prejuízo apresentado, tendo crescido 222,1%. A variação se deveu, sobretudo, ao incremento dos encargos financeiros da Companhia face ao aumento do CDI médio do período (11,15% no 4T14 ante 9,24% no 4T13) e em função da emissão da segunda nota promissória da Companhia, no valor de R$ 500 milhões, compensado pelo saldo de juros capitalizados decorrente da maior base de ativos imobilizados em curso.

      A situação financeira apresentada no balanço de 31/12/2014 pode ser considerada sólida.

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  8. Tese de Investimentos

    Estamos atualizando nossas projeções, partindo do balanço-base de 30/09/2014, introduzindo novos dados e adaptando o modelo a novas premissas macroeconômicas. Permanecemos com recomendação de Manutenção, dados os seguintes aspectos: i) potencial de valorização pouco atrativo; ii) perspectiva de resultado fraco no 4T14; iii) queda de rentabilidade a partir de 2016 (fim do contrato bilateral com a Eletropaulo) e, por fim, mas não menos importante: iv) alto risco do setor elétrico, vis-à-vis a continuidade da seca.

    Como já se esperava, o terceiro trimestre apresentou prejuízo, tendo em vista o elevado GSF (Generation Scale Factor) e a estratégia de alocação de energia que foi adotada. O sistema elétrico foi projetado de forma a neutralizar eventuais secas, através do MRE (Mecanismo de Realocação de Energia), o qual prevê, em termos bem simples, a transferência de energia daquelas hidrelétricas com sobra para as que estiverem produzindo abaixo da capacidade. O problema é que a seca atual é tão intensa que todo o sistema elétrico está produzindo abaixo da capacidade, o que gera o mencionado GSF, ou seja, a garantia física do sistema como um todo é rebaixada. Neste último trimestre, o rebaixamento foi da ordem de 15%. Como a energia assegurada da empresa está totalmente contratada junto à Eletropaulo, foi necessário comprar-se energia no mercado spot para atender este contrato. Além disso, a estratégia da empresa se deu no sentido de alocar fortemente a energia no primeiro semestre, quando obteve resultados muito favoráveis. Na segunda metade do ano, portanto, a energia alocada tem sido substancialmente menor, o que ajudou a empurrar para o campo negativo o resultado do trimestre. Para o 4T14, esperamos resultados também bastante fracos, embora em menor intensidade que os do 3T14.

    Outra questão, sempre a se considerar quanto ao investimento em ações da AES Tietê é a o fim do contrato bilateral com a Eletropaulo em 2016. Toda a energia assegurada da AES Tietê está vendida para esta empresa através de um contrato com prazo de vigência até 2015. Este contrato determina a atualização anual do preço de venda da energia pela variação do IGPM, o qual, por essa razão, está fixado em patamar muito superior ao do mercado: em torno de R$ 206,00/Mwh atualmente. Quando o contrato bilateral chegar a seu termo, a AES Tietê terá que vender sua energia assegurada no mercado, por preço provavelmente inferior ao do contrato bilateral, o que deverá provocar queda de rentabilidade a partir de 2016. Mas, mesmo neste item, a situação da companhia teve evolução favorável porque o cenário hidrológico fez não apenas o preço de curto prazo da energia subir, como deslocou para cima toda a curva de preços, mesmo os de longo prazo. O preço no ACR chegou, em algum momento do tempo, a ficar abaixo de R$ 100,00/Mwh, o que poderia provocar uma queda muito mais acentuada da rentabilidade após 2015

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  9. 3T14

    Prejuízo líquido de R$ 84M

    Hidrologia

    Afluência observada na região SE/CO no 3T14 foi 87% do MLT1 (vs. 85% no 2T14)
    Nível de reservatórios das usinas da AES Tietê encerrou o 3T14 em 33,9% vs. 67,5% no 3T13

    Comercial

    ~50 MWm comercializados no 3T14 ao preço médio de R$ 170/MWh e prazo médio de 3,5 anos
    Expectativa de impacto hidrológico revisada de até R$ 500 milhões para ~R$ 700 milhões em 2014, em função de maior preço spot e perspectiva de rebaixamento no MRE

    Financeiro

    Receita líquida de R$ 592 milhões; aumento de 9,4% vs. 3T13, o que reflete o maior volume de energia vendida para a AES Eletropaulo
    Custos e despesas operacionais totalizaram R$ 662 milhões, superior em 347% vs. 3T13 (R$ 148 milhões) em função do maior volume e preço de energia comprada no mercado spot.
    PMSO gerenciável no 3T14 totalizou R$ 45 milhões, 6% menor do que o 3T13 (R$ 48 milhões)
    Ebitda negativo de R$ 70 milhões e prejuízo líquido de R$ 84 milhões decorrente do rebaixamento médio no MRE de 15,2% e maior preço spot no trimestre (R$ 676,44/MWh no 3T14 vs. R$ 182,71/MWh no 3T13)

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    • Segue o motivo do prejuizo 3T14

      O resultado do 3T14 foi bastante desfavorável, como já era esperado por nós e pelo mercado. O prejuízo foi decorrente, fundamentalmente, das elevadas despesas com compra de energia no curto prazo, reflexo da elevada GSF (Generation Scale Factor), ocorrida no período e da estratégia de sazonalização adotada pela companhia, com grande alocação de energia na primeira metade do ano.

      A Receita Líquida subiu 30,4%, refletindo os seguintes fatores: (i) incremento de 30,3% na receita de energia vendida à AES Eletropaulo, associado tanto ao aumento de 22,7% no volume de energia comercializada, dada a sazonalidade desse contrato em 2014 (3.206,4 Gwh no 3T14 ante 2.614,1 Gwh no 3T13) quanto ao aumento do preço desse contrato a partir de julho de 2014 (R$ 206,31/Mwh no 3T14 ante R$ 194,19/Mwh no 3T13) e (ii) redução de R$ 103,2 milhões na receita bruta de energia vendida no mercado de curto prazo em função do menor volume faturado, compensado parcialmente pelo maior PLD no submercado SE/CO (R$ 676,44/Mwh no 3T14 versus R$ 182,71/Mwh no 3T13).

      As despesas operacionais cresceram 246,2%, levando ao prejuízo da atividade e ao EBITDA negativos observados no quadro de resultados. O principal item dos custos, energia comprada para revenda, teve evolução positiva de 869,5%, devido aos seguintes aspectos: (i) acréscimo de R$ 510,3 milhões referente ao maior volume com compra de energia no mercado de curto prazo (697,3 Gwh no 3T14 ante 49,8 Gwh no 3T13), associada à estratégia de sazonalização adotada pela Companhia e o rebaixamento médio no MRE verificado no 3T14 (-15,2%), ante superávit e respectiva venda de energia secundária verificada no 3T13 (+2,1%), e (ii) elevação de R$ 10,7 milhões dado o maior volume com compra de energia no MRE (Mecanismo de Realização de Energia): 1.031,6 Gwh no 3T14 ante 18,0 Gwh no 3T13, considerando a redução do despacho hidrelétrico das usinas da Companhia.

      O resultado financeiro líquido negativo cresceu 33,8%, também dando uma pequena contribuição para o resultado final negativo. Este fato se deveu, sobretudo, ao incremento dos encargos financeiros da Companhia face ao aumento do CDI médio do período (10,81% no 3T14 ante 8,33% no 3T13), compensado pelo saldo de juros capitalizados decorrente da maior base de ativos imobilizados em curso.

      A situação financeira da companhia continua sólida, como mostrado no balanço de 30/09/2014.

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  10. Comentário sobre resultado 2T14

    Diante deste cenário
    desfavorável, o resultado
    reportado pela AES Tietê foi
    bom e em linha com as
    expectativa do mercado. Os
    resultados obtidos no 2T14
    decorrem da estratégia de
    sazonalização de energia
    adotada pela companhia. A
    elevação da receita deve-se
    ao maior volume de energia vendida no mercado de curto prazo, aliado ao maior PLD, sendo parcialmente compensado pela redução em 16,9% no volume de
    energia vendida para AES Eletropaulo, por conta da sazonalização desse contrato em 2014. O maior volume e aumento do preço médio da energia de curto
    prazo, compensado pelo rebaixamento 6,2% da garantia física no trimestre, possibilitou uma variação positiva de R$ 85,0 M. No entanto, esses ganhos foram
    mitigados pela redução do volume vendido para AES Eletropaulo e pela maior compra de energia no MRE, em função da redução do despacho hidrelétrico das
    usinas da companhia.
    Vale ressaltar que os ganhos obtidos neste trimestre, decorrentes da estratégia de alocação da companhia, pode vir a afetar a companhia no próximo semestre.
    Segundo as previsões da própria AES Tietê, o nível de rebaixamento do ano deve ficar mais próximo do topo da faixa de 6 – 8%, ocasionando um impacto
    negativo de R$ 350,0 a 500,0 M, no Ebitda para o ano de 2014.
    Outro ponto de destaque, foi o anúncio do pagamento de dividendos no montante de R$ 389,7 M, sendo R$ 0,975 por ação ON e 1,072 por ação PN. O
    dividendo declarado será pago no dia 25 de setembro de 2014, aos acionistas titulares das ações na data base de 06 de agosto de 2014 e, portanto, sua ações
    passarão a ser negociadas (“ex-dividendos”) em 07 de agosto de 2014.
    Em suma, o resultado foi marcado pela estratégia de sazonalização da companhia, que possibilitou ganhos decorrentes das transações do mercado de curto
    prazo. No entanto, vale a ressalva que o aumento nível de rebaixamento para o ano de 2014, deve impactar o Ebitda da companhia no próximo semestre, em
    função do seu nível de contratação, aumentando a sua exposição ao mercado de curto prazo. Continuamos céticos em relação ao setor, e não recomendamos
    exposição.

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  11. 2T14

    Rebaixamento da garantia física de 6,2%, em linha com as projeções da Companhia
    Comercialização de ~100 MWm com prazo e preço médios de 4,5 anos e R$ 153/MWh, respectivamente

    Financeiro

    Receita líquida de R$ 694 milhões; aumento de 19% vs. 2T13
    Custos e despesas operacionais2 inferior em 9,3% vs. 2T13, por menores PMSO Financeiro gerenciável, encargos e taxas setoriais
    Ebitda de R$ 431 milhões, aumento de 2% vs. 2T13
    Lucro líquido de R$ 251 milhões, aumento de 4% vs. 2T13

    Dividendos

    R$ 389,7 milhões de dividendos no 2T14, considerando o total de lucro acumulado e não distribuído no 1T14
    Dividend yield de 9,9% e payout de 105,7% no 1S

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    • DESTAQUES DO 2T14
      Operacional
       Melhora de 34 pontos percentuais na afluência da região SE/CO no 2T14 em relação ao último
      trimestre (85% da MLT no 2T14 versus 51% da MLT no 1T14);
       Redução do despacho hidrelétrico pelo ONS para recomposição dos reservatórios resultou em um
      rebaixamento da garantia física de 6,2% no trimestre, em linha com as projeções da Companhia.
      Comercial
       Destaque para comercialização de ~100 MWm com prazo e preço médios de 4,5 anos e R$ 153/MWh,
      respectivamente;
       Com as adições dos novos contratos firmados no 2T14, o portfólio atual totaliza 943MWm ou 74% da
      energia disponível para entrega em 2016, 807MWm ou 65% em 2017, 474MWm ou 38% em 2018, 248
      MWm ou 20% em 2019 e 127MWm ou 10% em 2020.
      Financeiro
       A estratégia de sazonalização da garantia física para fins de lastro e MRE, adotada para o ano de 2014,
      foi o fator principal que resultou no aumento da Receita líquida e do Ebitda, que encerraram o 2T14
      em R$ 694,4 milhões2
       Lucro líquido verificado no 2T14 de R$ 251,2 milhões, montante 4,4% superior ao verificado no mesmo
      período de 2013.
      e R$ 431,0 milhões, representando um aumento, frente o mesmo período de
      2013, de 19,2% e 2,4%, respectivamente; e,
      Dividendos
       Distribuição de dividendos no valor de R$ 389,7 milhões, incluindo a distribuição dos lucros
      acumulados do 1T14.
      Socioambiental
       Segurança: nenhum acidente com colaboradores próprios no período e, desde 2009, não são
      registrados acidentes com a população nos reservatórios das usinas;
       Eficiência no uso de recursos: 59,04 toneladas de resíduos destinadas à reciclagem ou
      reaproveitamento em outros processos produtivos, o que representa 96% do total de resíduos gerados
      pela Companhia.

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  12. tese de investimento

    GETI3
    Margem 42
    ROE 49
    Cx liquido -829
    DIV/PL 0,68
    Div/LL 0,79

    Apresenta a margem e ROE extremamente elevados e combinados os melhores numeros do setor eletrico . Divida controlada.

    Crescimento medio lucro liquido anual
    3 anos 8%
    5 anos 6%
    10 anos 16%
    Media 10% (M)

    DY 15,2%
    P/L 5,98

    Para uma empresa classificada como de crescimento lento (2 a 4%), apresenta um otimo desempenho. DY de empresa de dividendos. E P/L baixo.
    O resultado não poderia ser outro. M+DY/PL= (10+15,2) / 5,98 =4,2 . Resultado excepcional.

    Faz parte da minha carteira principal e apresenta junto com o PSSA o maior percentual objetivo 8%.

    Abçs

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      • Aspirante, o que me fez escolher a AES foram os seus numeros expostos acima.

        Agora o modelo de negocio a fundo eu sei o que os relatorios dizem, como eu postei abaixo, ai temos os analistas profissionais para dar mais detalhes sobre assuntos que estão além dos numeros que analisamos.

        Abçs

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      • Aspirante,

        A AES Tietê é uma empresa do setor elétrico, voltada exclusivamente a geração de energia elétrica.

        A empresa possui 9 usinas hidrelétricas e 3 PCH’s, que totaliza 2.658 MW de capacidade instalada e 1.278 MW médios de garantia física. As usinas estão localizadas nos rios Tietê, Grande, Pardo e Mogi-Guaçu, nas regiões central e noroeste do Estado de São Paulo.

        A margem maior do que aos concorrentes se dá pelo fato de suas usinas estarem bem localizadas geograficamente, fazendo com que haja redução dos custos.

        Outro ponto , ainda estou em formação de meus criterios mais importantes para seleção dos ativos.

        Mas quero montar uma carteira mesclando empresas maduras de baixo crescimento (como a GETI), com empresas de crescimento rapido e empresas confiaveis. Mas a maior parte das empresas se enquadram a de crescimento rapido e moderado.

        Abçs

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      • Bela empresa.
        Mas a margem não é maior que a dos concorrentes por eficiência, mas sim pelo contrato bilateral com a Eletropaulo, que acaba em 2015 e teve renovação proibida pela justiça por valores abusivos.
        O ideal é comparar o valor da energia vendida nos novos contratos com os das concorrentes.

        Abraço.

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  13. Temos, ainda, algumas incertezas sobre o cenário de curto e médio prazos e, além disso, não temos um potencial de valorização suficientemente atrativo ao nível atual de preços. No que concerne ao fluxo de dividendos, consideramos as ações da empresa atrativas, mesmo com a previsão de uma queda acentuada de rentabilidade em 2016. O yield médio projetado para os próximos 5 anos (incluindo 2014) é de 11%.

    A empresa encerrou o primeiro trimestre de 2014 com um resultado surpreendentemente favorável, considerando-se a conjuntura hidrológica, mas esse resultado não é recorrente, uma vez que houve uma estratégia de sazonalização com forte antecipação das vendas anuais para o primeiro trimestre. É certo que se pode esperar resultados inferiores para os próximos trimestres, mas havia um receio de que a situação poderia ficar crítica, dependendo da evolução do quadro hidrológico. Temia-se um cenário de redução acentuada do GSF (Generating Scale Factor), combinada com elevados preços no mercado spot. Os eventos ocorridos nas últimas duas semanas se deram na direção contrária a esse temor: a situação hidrológica melhorou, provocando forte queda do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças) e afastando o receio de novas reduções do GSF. O PLD caiu do preço-teto de R$ 822,23/Mwh para R$ 386,82/Mwh e o GSF médio do 2º trimestre/14 está apontando para cerca de 0,98, contra 0,96 no 1º trimestre/14. Achamos que os próximos resultados trimestrais terão números inferiores aos do 1º trimestre de 2014, mas não tão fracos como se imaginava há um mês atrás. Evidentemente, o cenário hidrológico dos próximos meses é decisivo e não se tem no momento nenhuma certeza a respeito de reversão da seca. Existe apenas uma suspeita de que o fenômeno El Niño esteja de volta, o que favorece chuvas, mas ainda é cedo para se ter segurança a esse respeito. Assim, a incerteza ainda prevalece, mas com uma percepção mais positiva do que antes.

    Pontos Positivos

    Garantia de demanda e de preços até 2015;
    excelente pagadora de dividendos, com payout próximo a 100% nos últimos anos.

    Pontos Negativos

    elevado risco regulatório;
    elevados encargos do setor;
    fim do contrato bilateral com a Eletropaulo em 2015.

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