ITUB – ITAU UNIBANCO HOLDING S.A.

BM&FBovespa (ON: ITUB3  / PN: ITUB4)

O Itaú Unibanco Holding S.A. constitui a maior instituição financeira do Brasil e uma das maiores do mundo. Através de uma estratégia de negócios segmentada, o Itaú Unibanco atua com destaque no Brasil e no exterior, participando de todas as áreas da atividade econômica e exercendo liderança em diversos segmentos do setor. Isso é possível através da busca permanente por resultados sustentáveis e antecipação de tendências.

A solidez financeira do conglomerado é reconhecida pela alta capitalização, lucratividade, liquidez dos ativos, geração de caixa, gestão de riscos.

Com um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 71 bilhões e um lucro líquido de R$ 14,6 bilhões acumulado até dezembro de 2011, fica assegurada uma relevante base de capital para o Itaú Unibanco Holding, preparando-o para:

– reforçar o seu suporte às empresas brasileiras em suas operações nacionais e internacionais;
expandir a sua atuação no Brasil;
– apoiar o crescimento das operações de crédito de nossos clientes;
– competir no mercado internacional;
– importante ganho de escala em todos os segmentos de clientes; e
– sinergias significativas em vários negócios.

O Índice da Basiléia do Itaú Unibanco alcançou 16,4% (dez/2011), significativamente acima do mínimo exigido pelo Banco Central do Brasil de 11%, reforçando a política conservadora da administração de riscos do Itaú.

Um dos diferenciais competitivos do ITAÚ UNIBANCO é a estratégia de segmentação interna dos negócios,o que permite melhor identificação das necessidades de cada classe de clientes, a criação de produtos e serviços bancários específicos e a otimização do aproveitamento do potencial de cada segmento, fornecendo uma ampla gama de serviços e produtos bancários para uma base diversificada de pessoas físicas e jurídicas.

O Itaú Unibanco cria valor para o acionista através de diferentes ações. As práticas de Governança Corporativa refletem justamente o compromisso de criação de valor para o acionista, aumentando o valor da sociedade, facilitando o acesso ao capital e contribuindo para a perenidade da instituição.

RI:  investor.relations@itau-unibanco.com.br

Site:  http://ww13.itau.com.br/portalri/index.aspx?idioma=port

Ativo(mil)

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Operações de Crédito(mil)

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Depósitos(mil)

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Patrimônio Líquido(mil)

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Receita de Intermediação Financeira(mil)

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Resultado Bruto de Intermediação Financeira(mil)

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Margem Bruta de Intermediação Financeira(mil)

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Receita de Prestação de Serviços(mil)

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Lucro Líquido(mil)

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Retorno Sobre o Patrimônio Líquido

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70 comentários sobre “ITUB – ITAU UNIBANCO HOLDING S.A.

  1. Resultado 2016

    O lucro líquido individual do Itaú Unibanco acerca de 2016 foi de R$ 18.853 milhões, com queda de 10,6%. Tal resultado esteve em linha com nossas estimativas de R$ 19.200 milhões, logo com uma diferença de 1,8%. Pelo conceito recorrente, o lucro líquido foi de R$ 22.150 milhões, com queda de 7,0%. Já a rentabilidade recorrente (ROE) atingiu 20,3%, contra 23,9% em 2015 (-3,6 p.p.).

    O fato é que a carteira de crédito ampliada (inclui avais, fianças e títulos privados) registrou queda de 11%, enquanto as despesas com PDD avançaram 18%, refletindo, principalmente, o recrudescimento do risco corporativo, visto que alguns setores da economia sentiram fortemente os efeitos da recessão, como construção civil, siderurgia, óleo e gás, afora o avanço significativo dos pedidos de Recuperação Judicial. Foi nessa toada que o Itaú efetuou impairments (baixas de títulos de crédito) de R$ 1,25 bilhão, mais vinculados a títulos como debêntures e CRIs, conforme assinalado pelo Banco.

    Para 2017, o guidance divulgado pelo Banco deixa claro a dificuldade de enxergar o curto prazo: tratando-se da carteira de crédito, por exemplo, admite-se que, no Brasil, as operações possam variar entre -2% a 2%. Já para o consolidado, a estimativa é de 0,0% a 4%, logo com melhor previsibilidade para a carteira da América Latina. As despesas com PDD, líquidas dos créditos recuperados, devem girar entre R$ 14,5 bilhões e R$ 17,0 bilhões, o que significa numa faixa bem abaixo daquela contabilizada em 2016, de R$ 22,387 bilhões. Aqui há uma sinalização que o pior momento do risco corporativo pode ter ficado para trás.

    Mas sublinhamos que vai depender do ritmo da retomada da economia brasileira, pois as renegociações de dívidas que o Banco efetuou foram intensas. Caso as empresas não consigam recuperar caixa de uma forma adequada, mais para o 2S17, a expectativa do Itaú acerca das despesas com o PDD pode ser alterada para um viés mais conservador. O Banco trabalha, no limite, com a possibilidade de gradual retomada da economia brasileira em 2017. Também admitimos essa premissa, mas os desafios são grandes e não cabe aqui uma digressão. As tabelas a seguir trazem um resumo das principais contas do Banco e indicadores.

    De um modo geral, o quadro de retração econômica, que motivou a elevação do risco sistêmico, sobretudo em empresas corporate, conforme assinalado, repercutiu na carteira de crédito ampliada do Banco, o que levou à queda de 11,0% em doze meses. Os únicos segmentos que mostraram evolução foram na vertente de crédito de pessoa física, mais especificamente o imobiliário (10,1%) e cartão de crédito (0,8%), visto os melhores colaterais no primeiro e a pulverização da carteira no segundo (o que mitiga o risco em si, afora as altas taxas cobradas). Até mesmo o segmento consignado, que registrava uma taxa positiva de crescimento até o 1S16, fechou o ano com queda de 1,8%, podendo-se intuir, como pano de fundo, os problemas fiscais dos governos estatuais, que ampliou o risco nesse segmento.

    Os trunfos do Banco para atravessar esse momento ainda de fraca atividade econômica são os spreads elevados, ganhos com receitas de serviços, eficiência operacional, diversificação de funding e confortável Basileia, no âmbito do normativo de Basileia III.

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  2. Itau Unibanco: Resultados 3T16

    Fechou o 3T16 com líquido recorrente de R$ 5,595 bilhões, significando queda de 8,9%, contra o 3T15, visto que ocorreu a consolidação do CorpBanca em dezembro de 2015. Já o lucro contábil foi de R$ 5,394 bilhões, com recuo de 9,7%, contra o 3T15. Em boa medida, o resultado foi impactado pela despesa líquida de PDD, que atingiu R$ 5,23 bilhões no 3T16, cujo crescimento foi de 7,2%. A carteira de crédito expandida (que considera avais, fianças e títulos privados) perfez R$ 567,744 bilhões, com recuo de 11,5% em doze meses findos em setembro de 2016. O índice de inadimplência recrudesceu, ao atingir 3,9% em setembro, contra 3,6% em junho e 3% em setembro de 2015. Frisa-se que este índice captura a totalidade dos empréstimos do banco, incluindo as operações na América Latina. No intervalo do 3T16, o aumento foi puxado por um grupo econômico específico, cogitando-se ser a Sete Brasil. Sem esse efeito, a inadimplência total do Banco atingiria 3,6%, estável ante o segundo trimestre. O Banco salienta que o crédito da Sete Barsil já está 100% provisionado. Considerando apenas os empréstimos concedidos no Brasil, a inadimplência do Itau subiu para 4,8% no 3T16, contra 4,5% no 2T16 e 3,8% no 3T15. Sem o efeito da Sete Brasil, o índice de inadimplência teria registrado leve queda, para 4,4%.

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  3. Itau (ITUB4): O lucro líquido recorrente do banco no 2T16, de R$ 5,575 bilhões, ficou acima das projeções de analistas do mercado. O montante foi 11,5% superior à cifra de R$ 5 bilhões conforme a média estimada por 12 casas consultadas pela Agencia Estado (Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs, BTG Pactual, Credit Suisse, Brasil Plural, Morgan Stanley, UBS, Safra, Votorantim e duas casas que preferiram não ser identificadas). O resultado recorrente do Itaú, de R$ 5,575 bilhões, foi 9,11% menor que o registrado um ano antes, de R$ 6,134 bilhões. No comparativo com os três meses anteriores, porém, quando ficou em R$ 5,162 bilhões, cresceu 8,00%.

    Itau (ITUB4): O banco revisou a maioria dos seus guidances para 2016. As novas projeções, conforme o banco, incorporam os efeitos da consolidação pro forma do CorpBanca, cujos números passaram a compor seu resultado no segundo trimestre deste ano. A carteira de crédito do Itaú, no conceito consolidado e que leva em conta avais, fianças e títulos privados, deve encolher de 10,5% a 5,5% neste ano em relação a 2015. As despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa líquidas de recuperação de créditos do Itaú no conceito consolidado devem alcançar de R$ 23 bilhões a R$ 26 bilhões neste ano.

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  4. Itau (ITUB4): O lucro líquido do Itaú Unibanco no 1T16, de R$ 5,184 bilhões, veio em linha com as estimativas do mercado. A média de seis casas (Deutsche, Goldman Sachs, BTG, Citi, Safra e UBS) consultadas pela Agencia Estado indicava montante de R$ 5,214 bilhões no período de referência. Em relação aos três primeiros meses de 2015, o lucro líquido do Itaú foi 9,58% menor que o registrado na ocasião, de R$ 5,733 bilhões. No comparativo trimestral, quando ficou em R$ 5,698 bilhões, foi identificada retração de 9,02%.

    Itau (ITUB4): O banco reiterou suas projeções para 2016 a despeito do encolhimento do seu lucro e também da carteira de crédito. As projeções, lembra o banco, não contemplam os efeitos da operação com o chileno CorpBanca, e são as mesmas anunciadas quando da divulgação do resultado do exercício de 2015. Para o crédito, o banco espera, considerando Brasil, encolhimento de até 1,0% na carteira total neste ano em relação a 2015. No melhor cenário, pode crescer 3,0%. Para a margem financeira com clientes, o Itaú projeta alta de 1,0% a 4,0% neste ano. As despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, devem totalizar entre R$ 21 bilhões e R$ 24 bilhões neste ano.

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    • Itaú Unibanco resultado do 1T16

      O ItauUnibanco fechou 1T16 com lucro líquido recorrente de R$ 5,235 bilhões e queda de 9,6% ante 1T15. O lucro líquido contábil, por sua vez, foi de R$ 5,184 bilhões, frente a R$ 5,733 bilhões no 1T15 (-9,6%). O resultado financeiro líquido avançou 3,7%, mas as despesas com provisões para devedores duvidosos cresceram substancialmente, ao atingir R$ 7,231 bilhões, frente a R$ 5,515 bilhões no 1T15 (+31,1%) e a R$ 6,116 bilhões no 4T15 (18,8%), por conta da ampliação do risco da carteira de crédito expandida. Essa carteira, que inclui avais e fianças, totalizou R$ 517,484 bilhões em março de 2016, com queda de 4,8% em doze meses.

      No primeiro trimestre, o índice de inadimplência atingiu 3,9%, medido pelas operações com mais de 90 dias de atraso. No fim de dezembro de 2015, o indicador marcava 3,5% e, em março daquele mesmo ano, 3%. Houve aumento da inadimplência tanto no segmento de pessoas físicas quanto no de empresas.

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  5. Balanço ano 2015

    LL 2015 23B360MM +15,4% x 2014

    Na quadra atual de recessão econômica, elevação do risco sistêmico e forte desvalorização do câmbio, o desempenho do Banco foi satisfatório e consoante as nossas expectativas. Vejamos. Fechou 2015 com lucro líquido de R$ 23.360 milhões e avanço de 15,4%. O ROE foi de 23,9%, contra 24% em 2014. A evolução desse resultado deve-se às reprecificações nas taxas de juros para os empréstimos, ganhos com tesouraria e tarifas bancárias, afora eficiência operacional. De outro modo, em função da ampliação do risco da carteira de crédito, as despesas com PDD cresceram 26,7%. O índice de inadimplência foi crescente, ao atingir 3,5% em dezembro de 2015, contra 3,3% em setembro de 2014 e 3,1% em dezembro de 2014. A carteira de crédito ampliada, por sua vez, registrou R$ 585.504 milhões, com queda de 0,9% no intervalo do 4T15 e avanço de 4,6% no ano. O guidance dessa carteira para 2016 é entre -0,5% a 4,5%.

    Pelo viés do 4T15, o lucro líquido foi de R$ 5.698 milhões, contra R$ 5.945 milhões no 3T15 (-4,2%). Essa queda, em parte, decorre das maiores despesas com PDD e, em parte, por conta da volatilidade das moedas, impactando nas operações de tesouraria, especificamente neste período.

    Conforme assinalado, a carteira de crédito total (incluindo operações de avais, fianças e títulos privados) atingiu R$ 585.504 milhões, com queda de 0,9% no intervalo do 4T15 e crescimento de 4,6% em doze meses. Desconsiderando-se o efeito da variação cambial, a carteira de crédito teria ficado estável no intervalo do 4T15 e registrado queda de 2,9% no período de 12 meses.

    De um modo geral, o quadro de retração econômica, que motivou a elevação do risco sistêmico, repercutiu nos empréstimos do Banco, o que significa que manteve um posicionamento de criteriosidade. A par disso, nota-se que na vertente de pessoa física o avanço foi de apenas 0,7% em doze meses. Os segmentos de veículos e cartão de crédito, por envolverem os maiores riscos, registraram queda em suas taxas. Já o segmento de consignado mostrou evolução, bem como o imobiliário, dados os melhores colaterais.

    A vertente de crédito de pessoa jurídica, por sua vez, registrou crescimento de 0,9% em doze meses. Ressalta-se que a carteira de grandes empresas (R$ 205.704 milhões) mostrou elevação de 2,0%. Mas à de micro, pequenas e médias empresas (R$ 82.688 milhões) recuou 1,7%. Desconsiderando- se o efeito da variação cambial, a carteira de grandes empresas teria reduzido 9,2% em doze meses.

    Já a carteira na América Latina apresentou crescimento de 34,8% em doze meses. Desconsiderando-se o efeito da variação cambial, o crescimento dessa carteira teria sido de 7,3% em doze meses.

    Por fim, 2016 será um ano de adversidade, bastando observar o guidance para a carteira de crédito do Banco, citado anteriormente. Outro guidance interessante trata-se das despesas com PDD, considerando recuperação de créditos inadimplidos. Essa cifra foi de R$ 18,1 bilhões em 2015 e o Banco estima algo entre R$ 21 e R$ 24 bilhões para 2016. Se atingir a média de R$ 22,5 bilhões, o crescimento será de 24%, o que é significativo. Os trunfos para 2016 serão os mesmos de 2015: elevação dos spreads, ganhos com receitas de serviços, tesouraria e eficiência operacional, para se contrapor à elevação da taxa da inadimplência.

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  6. Lucro do Itaú Unibanco sobe 15,4% em 2015 e atinge R$ 23,4 bilhões

    Mesmo com a recessão que o país enfrenta, o lucro líquido nominal —que não desconta a inflação— do Itaú Unibanco subiu 15,4% em 2015 e alcançou R$ 2

    O Itaú Unibanco teve lucro recorrente pouco acima das previsões de analistas no quarto trimestre de 2015, apoiado em maior margem com clientes, receita com serviços e recuperação de créditos, o que foi parcialmente compensado por maiores despesas com provisões para calotes.

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    • Itaú Unibanco lucra R$ 5,8 bilhões no 4T15

      O Itaú Unibanco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 5,8 bilhões no 4T15, ante R$ 5,7 bilhões no 4T14. Na comparação com o 3T15, o lucro caiu 5,6%, em parte decorrente das maiores despesas com PDD e, em parte, por conta da volatilidade das moedas, impactando nas operações de tesouraria, especificamente neste período.

      No acumulado de 2015, o lucro líquido ajustado foi de R$ 23,8 bilhões, superando o acumulado no ano anterior em 15,6%. De outro modo, em função da ampliação do risco da carteira de crédito, as despesas com PDD cresceram 15,7%. O ROE ajustado atingiu 23,9%, praticamente sem alteração em relação a 2014 (24,0%).

      A margem financeira gerencial registrada foi de R$ 16,8 bilhões, com alta de 14,0% em relação ao 4T14. No acumulado de 2015 a margem foi de R$ 66,6 bilhões, 20,7% acima do auferido em 2014. O produto bancário foi de R$ 26,7 bilhões e teve alta de 12,3% em relação ao mesmo trimestre de 2014. Em 2015 o produto bancário foi de R$ 103,9 bilhões, ante R$ 89,8 bilhões no ano anterior.

      A carteira de crédito ampliada, por sua vez, registrou R$ 548,1 bilhões, com queda de 0,8% no intervalo do 4T15 e avanço de 4,9% no ano. O índice de inadimplência foi crescente, ao atingir 3,5% em dezembro de 2015, contra R$ 3,3% em setembro de 2015 e 3,1% em dezembro de 2014.

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  7. Itaú Unibanco registra crescimento 10% de lucro no 3T15

    Fechou o 3T15 com crescimento de 10% no lucro. Foram R$ 5,945 bilhões (lucro recorrente de R$ 6,117 bilhões), contra R$ 5,404 bilhões no 3T14 (lucro recorrente de R$ 5,457 bilhões). No acumulado de nove meses findos em setembro foram R$ 17,662 bilhões de lucro (recorrente de R$ 18,059 bilhões), um crescimento de 20% na comparação com os R$ 14,722 bilhões (recorrente de R$ 14,959 bilhões) nos 9M14. Em relação ao trimestre anterior, destacaram-se os crescimentos de 45,7% da margem financeira com o mercado, de 4,4% da margem com clientes e de 2,5% das receitas de prestação de serviços e de tarifas bancárias. O retorno recorrente anualizado sobre o patrimônio líquido atingiu 24,0% no terceiro trimestre de 2015.

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    • Resultado comentado 3T15

      Na quadra atual de recessão econômica, elevação do risco sistêmico e forte desvalorização do câmbio, o desempenho do Banco foi satisfatório e consoante nossas expectativas. Vejamos. Fechou o 3T15 com lucro líquido de R$ 5.945 milhões, contra R$ 5.404 milhões no 3T14 (+10,0%). Pelo viés do lucro líquido recorrente, este perfez R$ 6.117 milhões, com crescimento de 12,1% ante o 3T14. Os principais eventos não recorrentes do 3T15 foram, por um lado, a geração de crédito tributário (em função da elevação da alíquota de CSLL, de 15% para 20%), em R$ 3.988 milhões e, por outro lado, a ampliação da provisão complementar para crédito de liquidação duvidosa (PDD), cujo reflexo no resultado foi de R$ 2.793 milhões.

      O crescimento do resultado do 3T15 contra o 3T14, deve-se à reprecificação da taxa de juros de empréstimos, bem como aos ganhos de tesouraria decorrentes da alta da Selic, proporcionando um avanço na margem financeira. Em paralelo, sublinhamos os avanços das receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias. De outro modo, as despesas com PDD ficaram mais pressionadas, além do incremento das despesas não decorrentes de juros (administrativas + pessoal), sobretudo as despesas de pessoal, dado o efeito do reajuste das verbas de remuneração, no âmbito da negociação do acordo coletivo de trabalho. Mesmo assim, o ROE Recorrente (anualizado) atingiu 24,0% no 3T15, contra 24,7% no 3T14.

      A carteira de crédito ampliada (incluindo operações de avais, fianças e títulos privados) fechou em setembro com R$ 590.674 milhões, um crescimento de 4,3% no intervalo do 3T15 e 10,1% em doze meses. Desconsiderando-se o efeito da variação cambial, a carteira de crédito teria registrado queda de 1,1% no intervalo do 3T15 e de 0,4% no período de 12 meses. Frisa-se que a desvalorização do Real frente ao dólar foi de 28,0% no intervalo do 3T15 e, 62,1% em doze meses.

      De um modo geral, o quadro de retração econômica, que motivou a elevação do risco sistêmico, repercutiu nos empréstimos do Banco, o que significa que manteve um posicionamento de criteriosidade. A par disso, nota-se que, na vertente de pessoa física, o recuo foi de 0,5% no intervalo do 3T15. Os segmentos de veículos e cartão de crédito, por envolverem os maiores riscos, registraram queda em suas taxas. Já o segmento de consignado mostrou evolução, bem como o imobiliário, dados os melhores colaterais.

      A vertente de crédito de pessoa jurídica, por sua vez, registrou crescimento de 3,7% no intervalo do 3T15. Ressalta-se que a carteira de grandes empresas (R$ 221.574 milhões) mostrou elevação de 4,6%, bem como micro, pequenas e médias empresas (R$ 84.739 milhões) de 1,5%. Desconsiderando-se o efeito da variação cambial, a carteira de grandes empresas teria reduzido 3,7% no intervalo do 3T15 e 7,4% em doze meses.

      Por fim, a carteira na América Latina apresentou crescimento de 22,2% no intervalo do 3T15 e 52,6% em doze meses. Desconsiderando-se o efeito da variação cambial, o crescimento dessa carteira teria sido de 3,6% no intervalo do 3T15 e de 10,4% em doze meses.

      O índice de inadimplência acima de 90 dias manteve-se em 3,3%, a mesma taxa do 2T15. Por segmento, temos que a taxa cresceu em pessoas física, mas caiu em pessoa jurídica, levando à estabilidade do índice. Assim, o índice de inadimplência em pessoa física aumentou 0,5 p.p., para 5,1%. Por outro lado, em pessoa jurídica houve recuo de 0,2 p.p., atingindo 2%.

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  8. Itaú adquire 50% da ConectCar

    O Itaú Unibanco Holding S.A. assinou contrato de compra e venda de ações e outras avenças com a Odebrecht Transport S.A., para aquisição, por meio da afiliada Redecard S.A., de 50% do capital social da ConectCar Soluções de Mobilidade Eletrônica S.A.. A Redecard pagará R$ 170 milhões em espécie à Odebrecht Transport S.A., porém a aquisição efetiva e a liquidação financeira ocorrerão após cumprimento de determinadas condições do contrato e autorizações regulatórias e governamentais necessárias.

    De acordo com a empresa, tal aquisição se alinha à estratégia da Redecard de explorar canais de pagamento eletrônico inovadores e com alto potencial de crescimento no mercado brasileiro.

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